Repertório musical afeta diretamente a atividade física

Trilha sonora da malhação ajuda a dar mais gás e passar o tempo

Música estimula, motiva, energiza, empolga durante atividade física
Música estimula, motiva, energiza, empolga durante atividade física Foto: Stock Photos, Divulgação

Prepare a sua playlist! Estudos comprovam que ouvir música durante a atividade física dá um gás extra à malhação: estimula, motiva, energiza, empolga. A canção dá ritmo ao movimento e distrai a sensação de dor e cansaço. Isto, claro, se for do seu agrado. Senão, o efeito pode ser o inverso: além de causar irritação, ouvir uma música “ruim” pode fazer com que sua atenção se volte para a dor e o cansaço, já que naquele momento a melodia está sendo um estímulo desagradável.

Eduardo Padilha, dono da Academia Itaguaçu Fitness, compara o espaço a um clube.

? Hoje em dia os alunos não vem somente para malhar. A academia se tornou um espaço para conhecer pessoas, namorar, conversar. Então, a música serve também para embalar esses encontros.

Na academia de Eduardo, o som ambiente parece agradar a maioria. Mas não a todos. Marcela Alves Machado, de 26 anos, malha ali há três anos e sempre carrega consigo um radinho. Marcela gosta de ouvir música pop. Durante o tempo que passa malhando, são as rádios Atlântida e Jovem Pan que a motivam.

? Me sinto melhor escutando as músicas que eu gosto. Me dá mais ritmo.

Carlos Rodrigues, de 20 anos, segue outro ritmo: gosta de treinar ouvindo hip hop. Ele, que é coreógrafo de dança de rua, malha todos os dias e diz sentir-se mais animado com o seu fone de ouvido.

? Sinto menos o tempo passar ? garante.

Pedalar em uma bicicleta ergométrica, por exemplo, é tedioso. Você pedala, pedala, e não sai do lugar, não muda o campo de visão. Conta cada minuto. E é na repetição mecânica que a dor e o cansaço ficam mais nítidos.

Cada um na sua

Dos elementos da música, o ritmo é o que mais afeta diretamente a atividade física. Então, o repertório escolhido para uma aula de pilates, por exemplo, não será o mesmo de uma aula de bike. Edcel da Rosa, um dos sócios da equipe de pilates Ivana Henn, explica que cada professor tem uma filosofia diferente.

– No pilates, você precisa de uma música mais lenta, suave, para encaixar o movimento com o ritmo. Se a música for um pouco mais acelerada você acaba acelerando também o movimento e perdendo a estabilização, que é uma das essências do exercício.

Já na aula de bike o ritmo precisa ser rápido e pesado. O aluno treina como se estivesse subindo morros e correndo, portanto, é necessário um estímulo maior. A mesma coisa na aula de boxe.

O poder do som

– Estudos comprovam a influência da música na energia muscular, base para a atividade física.

– Pesquisas utilizando o Ergógrafo de Mosso (que mede o rendimento muscular) mostram que melodias rápidas e em tom maior determinam aumento da força dos músculos e, em tonalidade menor e andamento lento, diminuição dessa força, chegando a cessar a atividade muscular.

– Daniel Castro trabalhou o tema em Influência da Música na Corrida, trabalho de conclusão do curso de Educação Física. Ele concluiu que o número de passos que a pessoa dá ouvindo uma música rápida é maior que ouvindo uma música lenta ou sem música.

– Em muitas competições profissionais de corrida, bicicleta e triatlo os atletas são proibidos de ouvir música durante a prova, para não influenciar no seu ritmo de trabalho.

Experimente!

Se você faz parte do time dos que não gostam de malhar, acha um sofrimento ir até a academia, faça o teste: selecione as músicas que você mais gosta e saia para dar uma caminhada. Só tome cuidado para não extrapolar os seus limites, deixando-se levar totalmente pela música. Ouça o seu corpo sempre, evitando assim possíveis lesões. A música deve ser um estimulante, uma ajuda para deixar a preguiça de lado, dando mais prazer no exercício e fazendo com que você melhore seu desempenho a cada dia.

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