Respiração pela boca desde a infância deforma a face e prejudica a saúde

Especialista dá dicas para os pais reconhecerem estas pistas nas crianças

Tratamento dentário melhora a autoestima infantil
Tratamento dentário melhora a autoestima infantil Foto: Pena Filho

A respiração é um movimento natural e involuntário do corpo. Entretanto, quando o processo acontece por um longo período apenas pela boca, não havendo inalação pelas narinas, problemas prejudiciais são desenvolvidos para a saúde e estética da face.

Segundo o cirurgião-dentista e doutor em ortodontia, Cássio Selaimen, a respiração pela boca desde a infância causa deformidade da face devido à má postura dos ossos, resultando no crescimento inadequado.

– O grau do problema, se associado a outros fatores, como o uso inadequado do bico, resulta em consequências seríssimas de estética e, logo, baixa a autoestima – afirma. – As mandíbulas desenvolvem-se entreabertas, alongando o rosto.

Deficiências nas narinas ou nas amídalas causam a obstrução nasal, influenciando no sono e no desempenho da criança, como explica Cássio.

– Se for caso de nariz entupido ou outras doenças, a criança tem sono leve, baixando o rendimento escolar por estar sempre cansada.

Se a incidência for frequente, os pais devem fazer uma consulta médica, especialmente por volta dos cinco anos, com o otorrino, odontopediatra ou ortodontista. A respiração pela boca está associada a diversos fatores que incluem desde alergias até o desalinhamento dos dentes.

Os pais devem procurar ajuda quando identificarem gengivas avermelhadas, ronco noturno, baba no travesseiro e mastigação deficiente. Se o problema não for tratado no início, pouca coisa poderá ser feita para reverter o quadro. A respiração pela boca causa dores na garganta e sensibilidade a doenças causadas por partículas no ar que não são filtradas pelo nariz.

Cássio garante que o tratamento melhora a vida da criança em todos os sentidos.

– A autoconfiança aumenta proporcionalmente à melhora do sorriso. Isso tem um impacto direto nas pessoas que convivem com a criança. Um tratamento bem-sucedido leva a uma melhora em todos os setores da vida – conclui.

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