Rio Grande do Sul está entre as menores taxas de casamentos do país, mostra IBGE

Estado tem 4,5% casamentos por cada mil habitantes

Foto: Adriana Franciosi

O estado do Rio de Janeiro apresenta a maior frequência de mulheres divorciadas com homens solteiros: 5,4% do total. Por outro lado, tem a menor proporção de casamentos entre solteiros. No Distrito Federal, 10,1% dos casamentos eram de homens divorciados com mulheres solteiras, o maior índice do país.

As taxas mais elevadas de casamentos por cada mil habitantes foram registradas no Acre e no Espírito Santo, 12% e 9,6% respectivamente, enquanto o Pará (4,4%) e o Rio Grande do Sul (4,5%) registram as menores.

A pesquisa também revela que no ano passado foram feitas 98, 2 mil separações sem recursos nos tabelionatos. A taxa de divórcio (o total de divórcios por grupo de mil) atingiu 1,5% no ano. Nesse tipo de separação, 88,7% das mulheres ficaram com a guarda dos filhos.

Eventos patrocinados por prefeituras, igrejas ou com os custos divididos entre os noivos são responsáveis por elevar o número de casamentos no país. A queda no custo dos casamentos por meio de uniões coletivas, que refletem melhorias no acesso aos serviços de Justiça, faz com que mais casais formalizem suas uniões.

A constatação é da pesquisa Estatísticas do Registro Civil, divulgada hoje (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IIBGE), que apresenta dados de casamentos realizados no país entre os anos de 1998 e 2008.

No período, o destaque é o número de casamentos entre 2003 e 2008, que chegou a 6,7 uniões por grupo de mil brasileiros. No ano passado, foram 959,9 mil casamentos, a maioria de mulheres de 20 a 24 anos e de homens de 25 a 29 anos.

A pesquisa chama a atenção para a proporção de mulheres divorciadas que se uniram a homens solteiros ? que subiu de 2,1% para 4,1% ? em relação ao casamento de homens divorciados com mulheres solteiras, que passou de 4,6% para 7,4%.

Número de mães menores de 20 anos cai no país, mostra IBGE

Pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre os registros nascimentos no país mostra que continua em queda o número de mães com menos de 20 anos de idade. Entre 1998 e 2008, o indicador passou de 21,3% para 19,4%.

A pesquisa divulgada hoje (25) destaca que a maternidade entre 15 e 19 anos eleva os riscos de mortalidade para a mulher e o filho, além de agravar a vulnerabilidade das mães adolescentes, que muitas vezes precisam deixar a escola no período da educação básica.

? A questão crucial é a renda, o nível educacional, o serviço de saúde aos quais têm acesso e não simplesmente o fato de terem filhos, pois os registros mostram redução do volume de nascimentos, sem, no entanto, desconsiderar os riscos à mulher e à criança ? diz o estudo.

Entre as unidades da federação, em 2008, os maiores percentuais de mães até os 20 anos de idade foram registrado no Maranhão (26,2%), no Pará (26%) e em Tocantins (25,2%). Distrito Federal (14%), São Paulo (15,6%) e Rio Grande do Sul (17%) apresentam os melhores indicadores. Nesses estados, predominam mães entre 25 e 29 anos.

De acordo com informações dos registros de nascimentos, o IBGE também constatou que 98,5% dos nascimentos no ano passado ocorreram em unidades de Saúde. O Acre e o Amazonas registraram o maior percentual de indivíduos nascidos em casa, 10,3% e 10%, respectivamente.

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