Rio Moda Rio, dia 2: a doçura da Maria Filó, a atemporalidade de Isabela Capeto e o ar fresh de Mara Mac

Para este segundo dia oficial de desfiles do Rio Moda Rio, nova plataforma de moda carioca, a pedida são marcas consagradas. Maria Filó abriu o line-up desta quarta-feira com um desfile no charmoso Museu de Arte do Rio, que fica nas proximidades do Píer Mauá, onde rola o evento. Na sequência, foi a vez de  Mara Mac, Isabela Capeto, Andrea Marques e Alessa apresentarem sua apostas.
A doçura da Maria Filó
A feminilidade da Maria Filó abriu este segundo dia de desfiles do Rio Moda Rio. Com o tricô como fio condutor, a coleção 18 – em alusão à maioridade da grife de Roberta Ribeiro – é doce  e desejável. Até quem não é tão fã assim do verão vai sentir saudade do calor ao deparar com os vestidos levinhos e esvoaçantes da vez.
Com silhueta próxima ao corpo, vestidos, calças e saias ganham rendas geométricas, listras, babados e jabôs. Os poás e as transparências são a dupla perfeita . No pantone, azul, laranja e vinho.

 

O desfile-manifesto de Mara Mac

A promessa de que a mais nova semana de moda carioca privilegiaria performances em detrimento dos desfiles tradicionais vem, pouco a pouco, se confirmando. Depois do estreante Guto Carvalhoneto nesta quarta-feira, Mara Mac refletiu sobre a nossa cultura de consumo desenfreado em um poético desfile-manifesto, que terminou com modelos lendo na passarela.

Parece que a referência escolhida, aliás, vem justamente para fazer essa contraposição com a loucura do compre e consuma: é a leveza do oceano que aparece refletida tanto nas formas fluidas e leves quanto no pantone, repleto de branco, azul, terrosos e alaranjados. Para quebrar a monocromia, estampas geométricas e listras multicolor, que apareceram tanto em saias e vestidos quanto em acessórios. Fresh e atual.

 

A atemporalidade de Isabela Capeto

Como Lino Villaventura, que desdobrou na passarela carioca seu desfile em solo paulista, Isabela Capeto seguiu sua reflexão sobre o tempo no Rio Moda Rio. Agora, porém, as referências giram mais em torno da botânica – como as flores, símbolo da efemeridade para a estilista.

Fato é que a atemporalidade característica da estilista segue forte, agora flertando com a sustentabilidade ao reaproveitar rendas antigas e até peças de coleções passadas para criar. Mas Isabela sabe também ser atual e, porque não, até um pouco mais casual ao apostar em jaquetas com bordados e aplicações, além da aplicação de patches, sensação da vez. Olho também na camisa jeans oversized que encerrou o desfile, exibida pela top Daiane Conterato: peça statement!

 

 

A carioquice cool de Andrea Marques

Nada mais adequado a um evento que visa resgatar a aura fashion do Rio do que um desfile que seja uma verdadeira declaração de amor à Cidade Maravilhosa, não é? Com direito a estampas que imitavam o calcação de Copacabana e até gaivotas, Andrea Marques retorna às passarelas.

“Eu queria falar de elegância, de simplicidade e leveza. De uma sensualidade suave e fresca”, conta a estilista no material de divulgação. E não há dúvidas de que conseguiu quando se vê as peças que mesclam formas exageradas com a fluidez da organza e da seda.

 

O que vem por aí

Sexta-feira, 17 de junho
14h – Ivan Aguilar (externo)
16h – Osklen (externo)
18h30min – Blue Man
20h – Lenny Niemeyer
21h30min – The Paradise

 

*Fotos: Agência Fotosite, Divulgação

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