Riscos de problemas cardiovasculares aumentam com frio e poluição

Nas cidades grandes, onde a poluição é maior, a possibilidade de problemas cresce

Pintura do artista plástico Geraldo Markes
Pintura do artista plástico Geraldo Markes Foto: Geraldo Markes

A queda na temperatura comum nessa época do ano oferece um maior risco a hipertensos e pessoas com histórico de problemas cardiovasculares. Nas cidades grandes, onde a poluição é maior, a possibilidade de problemas aumenta. Estudos recentes demonstram que a poluição é um importante fator de risco para doenças cardiovasculares. A exposição, seja por períodos curtos ou prolongados, a poluentes atmosféricos produz um aumento significativo de doenças do coração.

Segundo o cardiologista Abrão Cury, os efeitos da poluição no organismo incluem aumento da coagulação do sangue e tromboses, propensão a arritmias cardíacas, vasoconstricção aguda das artérias, reações inflamatórias e desenvolvimento de aterosclerose crônica. Um estudo realizado pelo especialista comprovou que a poluição do ar na cidade de São Paulo afeta de forma significativa a pressão arterial, especialmente em pessoas que já sofrem de hipertensão e em idosos. 

? Em períodos de maior concentração de poluentes no ar, o atendimento a pacientes hipertensos triplica ? explica.

A hipertensão arterial afeta de 30% a 35% da população brasileira e é um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares, infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral (derrame). O especialista salienta que um dos grandes causadores do problema nas grandes capitais é o excesso de veículos, que produzem as maiores concentrações de poluentes atmosféricos nocivos à saúde. 

? Já é possível associar a liberação de óxido de nitrogênio, monóxido de carbono e dióxido de enxofre provocada pelos automóveis com o aumento das ocorrências de hipertensão ? afirma.

O monóxido de carbono, um dos principais poluentes emitidos pelos veículos, reduz a quantidade de oxigênio que o sangue pode transportar, afetando não apenas o coração, mas também todos os demais órgãos do corpo.

Prevenção

O cardiologista lembra que os meses de frio pioram o problema, pois o ar mais seco e o fenômeno chamado inversão térmica aumentam a concentração de poluentes atmosféricos.

Veja medidas de prevenção do especialista para minimizar os efeitos da poluição na saúde:

:: Evite locais e horários com maior concentração de elementos poluentes, como os picos de congestionamento;

:: Procure não caminhar, correr ou andar de bicicleta próximo a vias com trânsito intenso;

:: Sempre que possível, tente se deslocar para locais fora das grandes cidades, onde há menos exposição aos agentes poluentes;

:: Hipertensos devem se manter aquecidos, com roupas adequadas para o inverno;

:: Monitore e controle a pressão nesse período.

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