Saiba a importância das atividades extraclasse

Música, linguas, natação e outros cursos podem ajudar no desenvolvimento infantil

Lucas Araújo não falta ao compromisso de quinta-feira à tarde, quando aprende a tocar violão, atividade que escolheu
Lucas Araújo não falta ao compromisso de quinta-feira à tarde, quando aprende a tocar violão, atividade que escolheu Foto: Genaro Joner

As tardes de quinta-feira são sagradas para o aluno de 4ª série Lucas Araújo, nove anos. É o momento da aula semanal de violão. Oferecer atividades extraclasse como essa para complementar a formação dos filhos tornou-se um hábito cada vez mais difundido nas famílias.

As crianças são matriculadas em cursos de idiomas, de artes ou de esportes em busca de benefícios como reforço no desenvolvimento motor, na socialização e na capacidade de se concentrar.

Depois de apenas quatro meses de curso, o pai de Lucas, Telmo Araújo, já identifica sinais de que o menino desenvolveu maior facilidade no trato com as pessoas.

– Ele está entusiasmado. Acho importante a música para a formação da criança – diz Telmo.

O caso de Lucas é exemplar: ele faz uma atividade que escolheu e que não o submete a uma rotina massacrante. Nem sempre é assim. Especialistas alertam que na ânsia por oferecer o máximo de oportunidades aos filhos, as famílias às vezes incorrem em exageros, sobrecarregando a agenda das crianças.

– Os pais querem colocar em tudo, desejam que os filhos sejam os melhores. As atividades têm um papel importante, mas é preciso respeitar interesses e limites. Até os seis anos, o enfoque deve ser sempre o da brincadeira, sem obrigatoriedade de aprender e tirar nota – observa a psicóloga escolar Daniela Cifali, coordenadora do comitê de psicologia e educação da Sociedade de Psicologia do Estado.

Escolas oferecem opções no turno inverso ao da aula

A psicopedagoga e orientadora educacional Elaine Dutra da Silva acrescenta que as atividades complementares podem atender a necessidades decorrentes de deficiências da criança. Para um menino inibido, por exemplo, aulas de teatro podem ser uma indicação:

– Deve-se buscar esse recurso extracurricular por uma necessidade, não apenas para preencher o tempo.

Na hora da contratação de um serviço, uma das preocupações principais deve ser com a habilitação do profissional. No caso de esportes, não basta ser um ex-atleta. O professor precisa ter formação em Educação Física.

– Uma pessoa não preparada pode causar danos irreversíveis. Um profissional habilitado sabe que exercício uma criança está em condições de fazer e tem conhecimento para evitar excesso de carga, dores e lesões. É a garantia, para o pai, de que a saúde do seu filho vai ser preservada – afirma Cristiano Pinto Oliveira da Rosa, coordenador do curso de Educação Física da Ulbra Gravataí.

Hoje as próprias escolas se preocupam em oferecer atividades complementares no turno inverso ao das aulas. No Sistema Dohms de Ensino, as escolas oferecem uma série de atividades, como música e ensino de idiomas.

– Compreendemos as atividades complementares como parte integrante do processo pedagógico, e não só uma forma de ocupar as crianças e os jovens – diz Belmiro Meine, diretor- geral da instituição.

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