Saiba como preparar um bufê em casa

Especialista dá dicas de que louças e acessórios é preciso ter para receber os amigos

Buscar informações sobre o local onde o filho irá ficar traz segurança aos pais
Buscar informações sobre o local onde o filho irá ficar traz segurança aos pais Foto: Marcelo Oliveira

Receber os amigos é um momento de lazer e prazer, mas que muitas vezes acaba trazendo tantas preocupações que o anfitrião desanima. O que servir? Será que tenho pratos para todos? Preciso contratar um garçom? Coquetel ou bufê? Para ajudar na difícil tarefa de se divertir com os amigos, o Pense Imóveis conversou com Flavia Baratieri Losso, professora do curso de Serviços de Sala e Bar do Instituto Federal de Santa Catarina (IF-SC).

A primeira sugestão da especialista é que, para reuniões íntimas, a opção seja pelo bufê. Ele é informal quando comparado aos serviços à inglesa – em que o garçom leva as travessas até a mesa e serve o prato – e à francesa – em que o garçom apresenta a travessa e a pessoa se serve dela. Mas Flavia diz que é possível agregar valor ao bufê com uso de louças refinadas, montagem da mesa e comida mais diversificada.

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No bufê, as comidas ficam sobre a mesa, os convidados se levantam e se servem. “É a opção mais adequada para recepções em casa, pois possibilita que o anfitrião fique com os amigos em vez de passar o tempo todo preocupado com o serviço”, justifica Flavia. Ela acrescenta que, caso queira-se diminuir a informalidade do encontro, pode-se contratar um garçom, opção que também é válida quando se tem muitos convidados.

O coquetel é outra alternativa prática, pois com ele não existe um momento exato da refeição, além de ser um serviço que permite degustar a comida de pé. Pela falta do apoio da mesa, a opção do cardápio costuma ser por mini-sanduíches e canapés. Há, ainda, a chamada finger food, “versão moderna do canapé” composta por alimentos que, por hábito, são refeições. Assim, tem-se pequenas porções de massa, polenta ou risoto, por exemplo, servidos em minitigelas – a ideia é que uma mão segure o recipiente e a outra o talher, e que se possa experimentar diferentes pratos na mesma ocasião.

O que e como servir no bufê
“O bufê, também chamado de serviço americano, não é uma opção nova, mas hoje é tendência na área de serviços de alimentação”, comenta a professora. As comidas são dispostas sobre um balcão, em sequência lógica: primeiro as saladas, depois as entradas e a seguir os pratos principais. Flavia explica que é ideal ter dois tipos de carne, além de uma terceira opção para os vegetarianos. A sobremesa só é colocada à disposição mais tarde.

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Os pratos ficam em uma mesa auxiliar, junto ao bufê. Nas mesas dos convidados são dispostos talheres, guardanapos e copos. E atenção aos detalhes: basta um garfo e uma faca, sendo que a colher só aparece se o cardápio da noite incluir massas longas ou sopas. Para a sobremesa também voga o princípio da utilidade: o garfo pequeno é suficiente, sendo que a colher só entra na lista se a sobremesa for um creme, e a faca se o doce for de cortar. Quanto aos copos, devem ser condizentes com o tipo de bebida oferecida – vinho, destilados, sucos, etc.

Escolha das louças
Flavia destaca, de início, que a escolha das louças tem a ver muito mais com o gosto pessoal do anfitrião. Além disso, vale a noção de não ter um exagero de material para uso em ocasiões esporádicas. “Jogos de seis peças costumam ser suficientes para uma família de quatro pessoas, por exemplo, mas se as reuniões com amigos forem frequentes, vale ter um jogo de doze”, sugere a professora. O número se aplica a talheres, copos, tipos de taças e pratos.

>> Confira a galeria de fotos com sugestões de louçaria

> Pratos
Para refeições especiais, pratos rasos com 27 ou 30 centímetros de diâmetro são os ideais. Os redondos são os mais usuais e contribuem para uma ambientação tradicional; os sextavados, comuns antigamente, estão voltando com força, pelo design diferenciado; os quadrados também são modernos, e estão populares pela referência à cultura oriental, em alta. Além de gosto pessoal, a escolha depende do clima do encontro e, mais genericamente, do estilo da sala de jantar. Quanto à cor, Flavia diz que é possível brincar com tons e estampas, mas pondera que os detalhes tiram a atenção da comida servida.

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Modelos da Oxford. Veja mais na galeria de fotos

> Talheres
“Talheres de prata estão caindo em desuso por causa do alto custo e das possibilidades de design em aço inox à disposição no mercado”, comenta Flavia. Em aço inoxidável, as opções vão das mais simples às mais sofisticadas, com detalhes de todos os tipos e adaptações anatômicas também variadas. O tamanho apresenta alguma diferença entre as marcas, mas isso não deve ser confundido com a diferença dos talheres de sobremesa, naturalmente menores. Vale destacar que, em refeições com peixe, a faca usada é a sem serra, pois a carne é mais delicada.

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A professora lembra, ainda, que quem costuma comer comida oriental pode incluir os hashis na lista de talheres. Disponíveis em versões descartáveis, de malamina (imitação de plástico) e porcelana, têm até variações com estampas referentes à cultura de origem.

> Copos e taças
O ideal é ter um jogo para cada tipo de bebida mais comum. As taças maiores são as de água, seguidas pelas de vinho tinto e, as menores, de vinho branco. A cerveja costuma ser servida em tulipas ou, atualmente, nos copos que imitam os utensílios de boteco, típicos da cultura brasileira. Ainda, apreciadores das bebidas artesanais podem ter copos específicos para cada tipo – trigo, lager, pale ale, etc.

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Sobre cores e estampas, a professora explica que os vidros transparentes valorizam a bebida servida, mas esse destaque nem sempre é necessário. “Depende do uso que a pessoa vai fazer: é um encontro de apreciadores de vinho? Então vamos usar a taça transparente; se a bebida só é o que acompanha o encontro, pode-se optar por modelos coloridos os com desenhos diferentes”, continua.

> Travessas
Esses artigos também variam de acordo com o gosto do anfitrião, o clima da reunião e o estilo da sala de jantar. “Hoje, existe uma tendência de mesclar o clássico e o moderno, misturando louças de jogos diferentes ou mesmo usando materiais contemporâneos com estampas que remetem a elementos tradicionais”, conta Flavia.

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Travessas da Camicado. Veja mais na galeria de fotos

> Guardanapos
Usando os de papel, pode-se escolher entre os mais simples e os mais sofisticados, tanto em termos de espessura e maciez do material, quanto em relação à estampa. “E sem prejuízo para o conforto do convidado”, acrescenta.

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Guardanapos de papel podem ser estampados com diferentes motivos

> Toalha de mesa
Existe uma propensão, atualmente, de valorizar os móveis do espaço, o que acaba implicando, entre outros detalhes, na eliminação da toalha de mesa, antes usada para encobrir superfície e pés. “A toalha longa é vista como mais requintada, mas se a mesa é bonita, por que escondê-la?”, pondera a professora do IFSC. Quem não se sente confortável em servir o convidado direto sobre o tampo pode optar pelo uso de jogo americano ou de sous-plat – base que se assemelha a outro prato, usada sob a louça em que é servida a comida.

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Toalhas longas devem ser usadas se a mesa não for tão bonita

Por outro lado, se a mesa usada não se destaca pelo design, ou se é uma mesa de plástico – como algumas das alugadas para eventos -, a toalha deve ser usada. Tons claros são a escolha de restaurantes e rede hoteleira porque são práticos para a lavagem, mas em casa é possível fazer escolhas mais pessoais e divertidas. “Pode-se escolher um trilho com cor chamativa, que destaque alguma parte do salão, ou mesmo um tom semelhante ao das flores da decoração, por exemplo”, sugere a profissional.

Alternativas à compra
Existe, ainda, a opção de ter em casa apenas o mínimo necessário, e alugar com empresas de bufê ou gathering as louças e artigos extras que forem ser usados em situações pontuais. “Muitas empresas trabalham, inclusive, com itens diferenciados, temáticos, que dependendo da ocasião podem até ser mais interessantes do que os que se tem em casa”, comenta Flavia.

Para quem não pretende comprar muita louçaria, há também a opção de usar os modelos de plástico. Até 20 pessoas, a professora não recomenda, mas a partir disso a quantidade de pratos na pia começa a ficar grande e pode ser mais vantagem usar os descartáveis. A desvantagem de serem menos confortáveis e terem menos valor agregado pode ser compensada com a escolha de materiais mais encorpados e requintados, como em um “descartável chique”.

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