Saiba como superar as dificuldades da vida sexual depois do parto

Paciência e namoro são as chaves para retomar os momentos de intimidade

Quanto tempo é preciso esperar para fazer sexo após o parto? Será que tudo vai voltar a ser como antes? Essas são questões que certamente norteiam a mente de homens e mulheres depois do nascimento do bebê, e não são poucos os casais que apresentam dificuldade de reassumir a vida sexual. Para os especialistas, a palavra-chave para tirar de letra essa fase – ou pelo menos tentar – é paciência.

O período entre o nascimento do bebê até o retorno da menstruação é chamado de puerpério. Durante essa fase, quando se está amamentando, a mulher estará sob o efeito da prolactina, hormônio que mantém a produção de leite, mas reduz um pouco a lubrificação vaginal e a libido.

Não há fórmula nem receita para o retorno à vida sexual. Normalmente, o sexo está liberado 40 dias após o parto, geralmente o tempo que os pontos levam para cicatrizar e o útero e os ovários voltam para o lugar. Mas é preciso ter em mente que cada casal tem seu ritmo, seu tempo. O importante é que seja com carinho e romantismo e, principalmente, planejamento do momento ideal para as relações.

– Tentar uma relação duas horas depois da mamada será frustrante, pois com certeza haverá choro de fome durante o sexo. Isso vai acabar com a excitação de ambos, principalmente da mãe – diz a dra. Angela Carvalho, ginecologista com formação em sexualidade humana.

Segundo ela, o homem não deve esquecer que a mulher está emocionalmente mais sensível e naturalmente mais cansada, necessitando de manifestações de carinho, incluindo elogios e comentários positivos. Fisicamente, ela está se sentindo feia e incapaz de exercer atração sobre o parceiro.

– A mulher se incomoda com o sutiã de amamentação, com o cheiro de leite, com a barriguinha que, num primeiro momento, fica flácida – afirma Angela, ressaltando que os homens, ao contrário, não se sentem incomodados com as mesmas coisas.

Especialistas aconselham o homem a cortejar a mulher como se estivessem começando a namorar de novo, aos poucos, com muito carinho. É preciso dizer o quanto gosta dela, não apenas como mãe.

Uma outra questão que aflige os casais ao tentarem retomar a vida sexual pós-parto é a possibilidade de a mulher engravidar novamente durante a amamentação, que, segundo a médica, realmente existe.

– Se o bebê estiver sendo alimentado exclusivamente com o leite materno, dificilmente a mulher vai engravidar num período de seis meses – afirma, acrescentando que ao dar algum alimento diferente para o bebê, mesmo que continue amamentando, fará diminuir a produção de prolactina.

A produção de prolactina em níveis altos impede a ovulação. Mas a partir do momento em que diminui a necessidade de leite, pode haver as chamadas ovulações perdidas, com intervalos irregulares e que aumentam o risco de engravidar.

Retome a vida sexual pós-parto sem traumas

De acordo com a médica Angela Carvalho, o homem deveria acompanhar o pré-natal junto com a mulher para que ambos tenham todas as informações possíveis sobre a gravidez. Ela diz ser fundamental também que a mulher se prepare para que a chegada do bebê não cause traumas emocionais.

– As sedentárias devem se exercitar, as que comem muito devem procurar uma nutricionista para orientá-la – afirmou, ressaltando que tudo deve ser acompanhado pelo ginecologista.

Ela aconselha ainda que algumas questões da relação sejam trabalhadas antes do parto.

– É preciso organizar a rotina para depois do nascimento, tentando resolver questões práticas sobre como cuidar, se vai haver ajuda de parentes, quem vai tomar conta do bebê quando for preciso voltar para o trabalho.

Angela Carvalho afirma ainda ser importante não perder tempo com programas de TV, uso de computadores ou arrumação da casa. Quando o bebê dorme é hora do relax.

– Muitas vezes um banho junto é muito excitante e nem sempre há necessidade de que as carícias terminem em penetração – explica.

O importante é desencanar em relação ao corpo e ter em mente que é possível retomar a forma, sexual inclusive, depois do parto.

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