Sakineh não é executada e Irã acusa Ocidente de usar o caso para pressionar

Iraniana se encontra em perfeito estado de saúde, dizem autoridades

Além de oferecer às crianças, pais devem consumir alimentos saudáveis
Além de oferecer às crianças, pais devem consumir alimentos saudáveis Foto: Carlos Edler

O Comitê Internacional contra o Apedrejamento informou que a iraniana Sakineh Mohammadi Ashtiani, condenada à morte por apedrejamento, não foi executada na quarta-feira, conforme temia a comunidade internacional, o que levou Teerã a afirmar que o Ocidente utiliza esse caso de para pressionar o Irã.

? Fizeram do caso um símbolo da liberdade da mulher nos países ocidentais e o fizeram com insolência. Pedem a libertação dela. Tentam utilizar um caso simples como meio de pressão contra o Irã ? completou o porta-voz.

:: Entenda o caso

Posteriormente, Malek Ajdar Sharifi, titular da justiça local, anunciou que Sakineh se encontra em perfeito estado de saúde e seu processo segue o curso, conforme citado pela agência oficial Irna. “Ela está em perfeito estado de saúde e se encontra na prisão de Tabriz”, declarou Sharifi.

? Ao mesmo tempo, seu processo segue seu curso em nível dos tribunais da província ? acrescentou.

Igualmente acusou “a mídia ocidental hostil de querer criar um clima envenenado contra a República Islâmica do Irã”, ao publicar informações como a execução iminente de Sakineh.

Várias organizações de apoio a Sakineh manifestaram na terça-feira na França o temor de que ela fosse executada nesta quarta-feira. “Sakineh Mohammadi Ashtiani aparentemente está ameaçada de ser executada amanhã, quarta-feira, 3 de novembro”, informou um comunicado da revista francesa La règle du Jeu, dirigida pelo filósofo Bernard-Henri Lévy.

? Uma carta da Suprema Corte de Teerã foi enviada ao escritório de aplicação das penas na penitenciária de Tabriz autorizando a execução rápida de Sakineh. As execuções acontecem na quarta-feira, assim estamos terrivelmente preocupados por Sakiney hoje”, completa o texto.

Sakineh Mohammadi Ashtiani, 43 anos, foi condenada em 2006 a 10 anos de prisão pela acusação de cumplicidade no assassinato do marido e ao apedrejamento até a morte por várias acusações de adultério, segundo as autoridades iranianas.

A condenação provocou uma enorme campanha internacional para evitar a aplicação da pena, assim como vários questionamentos aos julgamentos.

A preocupação da La Règle du Jeu era compartilhada fundamentalmente pela Liga do Direito Internacional das Mulheres.

Sihem Habchi, da associação de defesa dos direitos das mulheres “Nem Putas Nem Submissas”, ligou para o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, “a tomar posição, coisa que ainda não fez”.

Várias associações realizaram atos de protestos na tarde da terça-feira diante da embaixada do Irã em Paris para exigir a libertação de Sakineh.

Em julho, o governo do Irã anunciou que a condenação à morte por apedrejamento, confirmada em 2007 em apelação, estava suspensa e que o caso seria reexaminado.

A comunidade internacional questiona as condenações e uma campanha em todo o mundo tenta salvar a iraniana.

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