Sem receitas mirabolantes, Rodrigo Hilbert colocou “Tempero de Família” no topo do ranking de audiência

Apresentador virou o queridinho da família brasileira em 2013 com o seu programa de culinária

Foto: Jessé Giotti

Na casa dos Alberton, em Orleans, ele é apenas o Dito. Apelido dos tempos em que trabalhava como auxiliar de ferreiro na oficina do avô, jogava bola com os amigos e ainda ensaiava esquentar a barriga no fogão sob a supervisão da mãe, Suzete. No município com quase 30 mil habitantes, no Sul de Santa Catarina, ele ainda consegue ser o sujeito que saiu de casa aos 18 anos para tentar a vida como modelo em São Paulo, depois que um olheiro disse que ele era bonitinho.

Hoje, aos 33 anos, sete novelas e um troféu da Dança dos Famosos no currículo, é quase uma façanha conseguir sossego. Por onde passa, chama atenção com seus quase 1m90cm, loiro, olhos azuis e uma simpatia sem limite que se expressa no sorriso fácil.

Rodrigo Hilbert virou o queridinho da família brasileira em 2013 com a primeira temporada de Tempero de Família, no canal GNT. Foram 13 episódios gravados na casa dos pais, onde ensinou receitas da família. Nada de coisas leves, ou preocupação com colesterol e glicose. O único compromisso era com o prazer da boa mesa. De arroz de carreteiro a cozido e morcilha, ele foi caindo no gosto popular e subindo na audiência. Colocou o GNT no Top 10 do ranking de audiência da tevê por assinatura durante a exibição no horário principal da grade.

A mulherada foi ao delírio, e ele virou objeto de desejo. Faz questão de colocar sua personalidade no programa, interferindo diretamente em todas as decisões na hora das gravações. É ele quem sugere o prato e como conseguir os ingredientes. Está tão realizado que acabou de gravar a segunda temporada e já projeta uma terceira. Com isso, as novelas seguem em stand by. Em outubro, o galã volta com episódios inéditos.
A segunda temporada foi gravada no seu sítio em Teresópolis, na região serrana do Rio de Janeiro. É lá que ele vai receber familiares e amigos para ensinar a preparar novas e deliciosas receitas. Entre elas, salgadinhos para festa de criança, supervisionados pela sua mãe e sob o olhar atento de João e Francisco, os filhos gêmeos de cinco anos com a apresentadora Fernanda Lima.

Outro pratinho leve é a tripada, também conhecida por dobradinha. O que ele não revela nem sob tortura é o modo de preparo da galinha ensopada com macarrão, maionese e farofa que ele exige de Dona Suzete a cada visita a Orleans.

Felicidade é uma galinha ensopada

Donna – Você cozinha, cuida dos filhos e é bonitão. O cara lá de cima foi generoso com você, hein?

Rodrigo Hilbert – (Risos) A minha realidade não tem nada de glamurosa. Sou um cara normal, com problemas como qualquer outra pessoa. Acho que o segredo desta boa convivência está em respeitar todo mundo. Mas entendo que a simplicidade não tem segredo, uma fórmula. Eu sou fruto disso aqui (mostrando Orleans ao fundo). É assim que encaro o mundo, com minha família e meus amigos…

Donna – Mas você tem noção de que virou o queridinho da família brasileira.

Rodrigo – A minha vida é uma correria só, mas tento levar uma vida absolutamente normal com minha mulher e os dois filhos. Foi isso que eu quis mostrar no programa: como preparar pratos simples que possam colocar todos em volta da mesa para conversar. Esta convivência faz toda a diferença para a união da família. Tem coisa melhor do que comer bem entre os seus e dar boas risadas.

Donna – Felicidade tem receita?

Rodrigo – Não sei, talvez seja a da macarronada com galinha ensopada e maionese da minha mãe. Acho a tradução mais próxima disso (risos).

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