Semana de moda: aniversário de Kenzo leva Paris a uma viagem no tempo

Desfile contou com 40 modelos vestidas para desfilar no circo montado na capital francesa

Estilista Antonio Marras criou looks para comemorar os 40 anos da grife
Estilista Antonio Marras criou looks para comemorar os 40 anos da grife Foto: AFP

Kenzo levou Paris a uma viagem no tempo, passando por quatro décadas do estilo da marca, para criar uma linha suntuosa de looks folclóricos de contos de fada e comemorar seu aniversário de 40 anos.

O desfile aconteceu nesta terça-feira em um circo montado na capital francesa, coberto por cadeiras vermelhas de plush e cortinas vermelhas e douradas, onde o estilista Antonio Marras convocou 40 modelos ricamente vestidas para desfilar no picadeiro.

Como bonecas vivas, as modelos desfilaram looks inspirados em quimonos enrolados dos pés à cabeça, com elaborados enfeites nos cabelos deixando apenas o rosto visível, com maquiagem de pancake muito branco e lábios de batom coral.

De vestidos de linha multicoloridos com pompons nos cabelos, até camadas de seda em fúccia e rosa pink, passando por verdes, vermelhos, marrons e até brancos cerimoniais, os looks de Marras para Kenzo trabalharam todos os espectros de cor. Em um olhar mais apurado, revelavam seu verdadeiro DNA: as peças foram tiradas dos arquivos de quatro décadas de Kenzo, subvertidas, costuradas e reagrupadas.

? Eu estudei todas as linhas dos anos 80 aos anos 90 ? disse Marras em entrevista após o desfile. ? Elas eram lindas, mas eu não achei certo apenas mostrá-las como são.

O estilista sardenho, diretor artístico da maison Kenzo desde 2003, quando seu fundador, o estilista Kenzo Takada, se aposentou, decidiu transformar as roupas em algo novo.

? Uma jaqueta se transformou em um chapéu, um vestido em um cinto ? disse Marras. ? É como uma viagem ao redor do mundo ? acrescentou. ? É também um tributo a todos os estilistas do passado da Kenzo.

A retrospectiva da maison Kenzo seguiu a coleção prêt-à-porter da marca para a primavera-verão 2011, com longos e esvoaçantes vestidos em cores pálidas e estampas finas combinadas a plataformas futurísticas de inspiração oriental em verde e rosa pink brilhante.

No mesmo dia, no desfile de Alexander McQueen, os vestidos foram decorados com ramos de trigo e plumas na primeira linha desde o suicídio do estilista em fevereiro, apresentados por sua sucessora e ex-número dois da marca, Sarah Burton.

Tendo como cenário placas de madeira clara e grama crescendo entre seus sulcos, o primeiro look desfilado foi um casaco de equitação feito de camadas de seda marfim, sem costuras e com linhas soltas, sobre calças combinando.

Os vestidos tinham folhas de couro bordadas em uma base cor da pele, como plantas trepadeiras subindo pelo corpo até o pescoço, enquanto um vestido laranja de mangas curtas era todo coberto por borboletas. Vários vestidos curtos, com grandes apliques nos quadris, prestaram homenagem ao estilo de McQueen, com um ambiente barroco e uso generoso do dourado.

Na passarela de Valentino, a calça foi banida e substituída por looks como uma blusa diáfana como ponto de partida para um verão ultrafeminino com organza, tule e chifon em tom sobre tom e transparências.

A modelagem foi elegante e justa, com vestidos muito leves na altura dos joelhos em organza, em delicada estampa de poás em preto e branco, sobre casaquetos delicados em caramelho e rosa pálido, criando um efeito nude sensual.

Os colares eram altos, decorados com fitas, maleáveis, com bordas finas em preto, enquanto as mangas dos vestidos eram hora curtas hora longas. Os cabelos apareceram atados em tranças soltas, bem ao estilo da temporada, enquanto os looks receberam decorações com babados no decote, nos pulsos e nos ombros, com elegantes sapatos altos em rosa nude e areia completando o look imaginado pela dupla de estilistas Maria Grazia Chiuri e Pier Paolo Piccioli.

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