Sexo entre jovens faz a série “Skins”, da MTV americana, perder anunciantes

Pela classificação indicativa, o programa seria impróprio para menores de 17 anos

Série polêmica é adaptada de versão original britânica
Série polêmica é adaptada de versão original britânica Foto: Divulgação

A estreia de uma série sobre o mundo adolescente nos EUA já custou à MTV americana atrito com três anunciantes e deixou o canal no centro de uma discussão sobre os limites da pornografia infantil na televisão. Skins, uma reformulação de um programa britânico de mesmo nome, é estrelado por atores que têm entre 15 e 19 anos. Sediado em Baltimore, o seriado retrata histórias supostamente verídicas que envolvem cenas de nudez parcial, violência, drogas e referências a sexo. Se a versão britânica está na quinta temporada, a americana corre riscos no primeiro mês de exibição.

No último sábado, a Wrigley Company foi o terceiro patrocinador a anunciar que deixaria o programa por temer que o conteúdo ofendesse seus consumidores. A empresa foi precedida pela rede de restaurantes Taco Bell – que divulgou que o programa não se “encaixa” na marca – e pela GM. Tudo porque, com o propósito de mostrar explicitamente o que seria o comportamento dos jovens hoje, o roteiro não poupa cenas que vão de simulação de masturbação a violência sexual.

O grupo Parents Television Council, que se propõe a supervisionar a programação voltada para crianças e adolescentes, divulgou ter contado 42 ocorrências e referências a drogas e álcool no episódio de estreia. Então, a organização enviou uma carta ao Departamento de Justiça, ao Senado e ao Judiciário americanos pedindo a abertura de investigações.

Em números, a estreia foi um recorde para o canal: foi vista por 3,3 milhões de americanos ? dos quais 1,2 milhão tinha menos de 18 anos, segundo o Nielsen (instituto que mede audiência nos EUA). Pela classificação indicativa, o programa seria impróprio para menores de 17. Apesar do ibope, segundo o New York Times, executivos do canal se reuniram já no dia seguinte à exibição para discutir se o programa poderia violar leis federais de pornografia infantil. Então, pediram aos produtores que reeditem alguns conteúdos e baixem o tom nos episódios.

Uma das cenas que mais os preocuparam, segundo o jornal, mostra um adolescente de 17 anos correndo pelado após tomar um comprimido para disfunção erétil.

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