Sites de aluguel de brinquedos são alternativas para pais e mães do RS

Brinque e Troque e Casinha de Brinquedo são as novidades do ramo na Capital

Brinquedos de várias faixas etárias podem ser locados
Brinquedos de várias faixas etárias podem ser locados Foto: Reprodução, Casinha de Brinquedo - Luciana Azevedo

Se comprar todos os brinquedos que o seu filho deseja pesa no orçamento, o uso de matéria-prima para a fabricação de tantos produtos também é um problema para o ambiente. Uma opção para lidar com isso é o aluguel de brinquedos e acessórios infantis pela internet, sistema de sucesso no centro do país e no Exterior, e que também está na Capital. O funcionamento é simples: os pais fazem um cadastro online e escolhem os brinquedos e acessórios disponíveis. Os valores variam conforme o número de peças e o tempo de aluguel, sendo que a loja entrega e busca os objetos na casa do cliente.

– É normal os pais gastarem em um brinquedo que os filhos usam pouco tempo e depois enjoam – destaca Carolina Job Brose, que em novembro lançou em Porto Alegre o site Brinque Troque (www.brinquetroque.com.br).

A advogada Daniela Policarpo abriu neste mês na Capital seu portal de empréstimos, o Casinha de Brinquedo (www.casinhadebrinquedo.com). Além do alívio nas finanças, ela aponta que o sistema de aluguel ensina os pequenos a compartilhar, a ter responsabilidade para cuidar dos brinquedos e a consumir de forma consciente.

– A criança já aprende que se deve evitar compras em excesso e a importância de reaproveitar as coisas. São comportamentos que ajudam a agredir menos o ambiente – diz Daniela.

Como funciona

– As lojas são virtuais. O pagamento costuma ser feito no cartão de crédito ou por transferência bancária

– O cliente acessa o site, faz um cadastro e poder escolher os brinquedos e acessórios diante das opções oferecidas

– As lojas oferecem pacotes, que variam conforme o número de brinquedos e o tempo de aluguel. Os que custam por volta de R$ 80, por exemplo, permitem que o cliente alugue até três ou quatro brinquedos por mês (a quantidade depende do modelo e da loja escolhida). Alguns dos brinquedos, se comprados, custariam mais de R$ 500

– O tempo mínimo costuma ser de um mês, podendo renovar ou trocar o brinquedo. As lojas entregam e buscam as peças na casa do cliente

– Caso a criança danifique os objetos, as lojas devem ser ressarcidas pelo cliente, mesmo que em parte

E o que fazer com os brinquedos que você comprou e dos quais o seu filho já enjoou? Confira a próxima reportagem:

SOLIDARIEDADE
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Natal é uma boa época para incentivar seu filho a doar roupas e brinquedos usados

Por Ticiana Fontana

Uma montanha de brinquedos esquecidos em um canto, em um cesto ou em uma caixa – é assim o ambiente em que se desenvolvem muitas crianças, principalmente as de classe média. Essa época do ano, em que as pessoas estão mais solidárias, é uma boa hora de revirar os armários e fazer uma faxina nos brinquedos em desuso. A ideia é ensinar os pequenos a doar os antigos objetos de prazer que, hoje, não significam mais nada.

Psicologicamente, um brinquedo é um instrumento que ajuda a criança a entrar em contato com a realidade. Auxilia na transição entre a fantasia e a realidade, desenvolvendo, principalmente, a criatividade. Quando o objeto não tem mais esse significado, ele acaba deixando de trazer benefícios. É hora de passá-lo adiante.

O processo de conscientização não é tão fácil. Mesmo sem brincar mais, muitas crianças ficam apegadas aos objetos. Segundo o psicólogo Alexandre Streb, os pais devem dar o exemplo e demonstrar desapego. É importante ensinar que, quando a roupa não serve mais, ela deve ser doada a uma instituição ou a uma pessoa com poder aquisitivo menor.

A iniciativa é muito mais significativa se a criança for pessoalmente entregar esse brinquedo para a instituição ou a outra criança beneficiada. Os pequenos sentem prazer em ajudar e se identificam com o outro. Também é uma oportunidade de vivenciar outra realidade. A experiência é bem aproveitada a partir dos três anos de idade.

– A criança precisa ser estimulada, e esse processo ajuda a desenvolver conceitos como segurança e autoconfiança – aponta Streb.

O psicólogo conta da experiência de uma menina de seis anos. No Natal passado, ela decidiu doar a bicicleta. O pai perguntou para a responsável por uma instituição se ela conhecia alguém que quisesse uma bicicleta e que a família não tivesse condições de comprar. Pai e filha deixaram a bicicleta com aparência de nova, colocaram-na no carro e foram até o endereço indicado. Da porta da casa, saiu a menina. Ela não disse uma única palavra. Os olhos espichados e marejados em direção à bicicleta diziam tudo. Impossível definir qual das duas ficou mais feliz.

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