Sites de pesquisa como o Google funcionam como “memória externa” e deixam cérebro preguiçoso

Segundo pesquisadores, capacidade de armazenar informações mudou

Aloete Mello cuida da garotinha Mariana
Aloete Mello cuida da garotinha Mariana Foto: Ricardo Chaves

Fazer uma pesquisa dez anos atrás era muito diferente. Hoje, independente do tipo de dúvida, a resposta sempre é: procura no Google.

O site de pesquisa passou a funcionar como uma “memória externa”, de acordo com pesquisadores de Harvard e Columbia.Consequentemente, a capacidade de armazenar informações mudou.

Segundo eles, a possibilidade de acessar rapidamente e de qualquer lugar uma informação está afetando o funcionamento da memória, que passa a ser mais “preguiçosa”.

Pesquisa de memorização

O levantamento foi feito com um grupo de voluntários, que foi submetido a testes de memorização. Os participantes, todos universitários, acabavam guardando mais informações quando sabiam que não poderiam ter acesso aos dados posteriormente. Já os que achavam que poderiam acessar o site de pesquisa memorizavam menos.

Outra descoberta interessante foi quanto ao uso da “memória interna”. Ao serem questionados, os participantes logo pensavam em pesquisar a resposta em sites de busca, ao invés de vasculhar na memória.

Para os pesquisadores, as mudanças não são necessariamente ruins, mas uma adaptação da memória à nova realidade.

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