Sucesso: sexóloga Laura Muller conta como é falar de sexo na tevê

Laura une informação e bom humor no programa "Altas Horas", da Rede Globo

Laura já foi jogadora de vôlei e fez especialização em educação sexual
Laura já foi jogadora de vôlei e fez especialização em educação sexual Foto: Félix Zucco

Com um jeito cativante e bem-humorado, a ex-jogadora profissional de vôlei Laura Muller passa os dias falando de sexo. Mineira de Juiz de Fora, jornalista, psicóloga e escritora, Laura dá aulas e palestras em diferentes tipos de eventos, assina três colunas em jornais ou revistas, tem seu próprio site, já lançou três livros (um quarto título está a caminho) e faz, desde 2007, uma participação semanal no programa que ajudou a projetá-la em todo o país: o Altas Horas, apresentado por Serginho Groisman nas madrugadas de sábado para domingo, à 1h, na RBS TV (com reprises no Multishow, domingo, às 16h, e segunda, às 15h). Aos 42 anos, divorciada ela não revela se está namorando , a autora do best-seller 500 Perguntas sobre Sexo Dos 12 aos 80 Anos (Objetiva, R$ 39,90) concorda em responder qualquer pergunta que não diga respeito a sua vida pessoal.

Donna – Como você decidiu se tornar sexóloga?

Laura Muller – Minha primeira formação é jornalista. Em 1996 ou 1997, surgiu uma vaga de editora de sexo na revista Cláudia. Eu topei, achei que seria superfácil. Quando cheguei lá, vi que era bem difícil e resolvi fazer uma especialização em educação sexual. Então resolvi estudar o assunto e, a partir destes estudos, acabei lançando o meu primeiro livro, 500 Perguntas sobre Sexo, com respostas para as principais dúvidas de homens e mulheres. Esse livro rendeu uma grande mídia, e pessoas de várias áreas começaram a me pedir para dar palestras em empresas, escolas, os mais variados tipos de eventos. No final das palestras, as pessoas me pediam para atender em consultório. Então fui fazer psicologia. Hoje sou psicóloga, atendo em consultório, trabalho com palestras pelo Brasil inteiro. O meu lado jornalista, eu exerço quando estou na mídia, principalmente no Altas Horas.

Donna – Qual o segredo da sua espontaneidade para tratar de um tema que normalmente deixa as pessoas encabuladas?

Laura – O educador sexual precisa falar de forma clara, aberta, franca, esclarecedora. Sexo é um assunto tabu na nossa cultura, e a gente precisa trabalhar bem o conteúdo de sexualidade, falar de uma forma didática, porque o bacana é conseguir atingir o maior número possível de pessoas. O jeito espontâneo de falar é meu jeito mesmo, dou risada, brinco…

Donna – Se não fosse sexóloga, o que você seria?

Laura – Já fiz tanta coisa… Minha primeira profissão foi jogadora de vôlei. Pratiquei dos nove aos 19 anos, sou alta (1m77cm), e foi isso que me levou para São Paulo: jogar vôlei no clube Pinheiros. Acabei estudando jornalismo lá, e eu acho que seria sexóloga mesmo. No final, a psicologia veio para fechar o que eu gosto de fazer, no que eu gosto de trabalhar.

Donna – Em que posição você jogava?

Laura – Era atacante, mas jogava no meio, na ponta. Eu era profissional, joguei na seleção mineira, na seleção paulista. Joguei com uma galera da antiga. Um dia, a (jogadora) Fofão foi entrevistada no Altas Horas. Joguei com ela há mais de 20 anos, e a gente se reencontrou depois de um tempão, foi muito legal. Foi uma fase boa da vida, da adolescência.

Donna – Na hora H, os homens não ficam com o pé atrás devido à sua profissão?

Laura – Perguntas íntimas eu não respondo. Mas posso dizer que o psicólogo e o sexólogo em geral assustam. Ainda há aquela ideia de que psicólogo fica analisando todo mundo ao redor. E que sexólogo sabe tudo, sabe fazer o Kama Sutra inteiro. Isso é mito, claro. Somos mulheres e homens como todo mundo, apenas trabalhamos com esse conteúdo. O educador sexual não deve ser modelo de nada. Cada pessoa precisa escolher seu jeito de ser e se relacionar.

Donna – Quando as pessoas veem você na rua, querem tirar dúvidas? Como é essa situação?

Laura – Todo mundo pergunta, em todos os lugares: no aeroporto, na fila do check-in, no banheiro, no shopping, no restaurante. Eu gosto, acho bacana.

Donna – A clássica: tamanho é documento?

Laura – Não, tamanho não é documento. O pênis cresce até os 18 anos, depois não adianta puxar, esticar, fazer musculação, não vai crescer mais. Mas não é documento. Por quê? Não é um pênis transando com uma vagina, né? É um ser humano como um todo transando com outro ser humano. São pessoas com as suas emoções, com os seus sentimentos, com a sua troca de afeto. Isso é muito maior do que as medidas do órgão. Para o sexo ser bacana, a gente tem que ter um entrosamento, tem que ter um clima entre o casal, não é só o tamanho que vai fazer a diferença.

* Colaborou Larissa Lofrano

Leia mais
Comente

Hot no Donna