Tal qual em Comer, Rezar, Amar, Julia Roberts exercita sua espiritualidade

Adaptação do livro de Elizabeth Gilbert virou filme e chega ao Brasil esta semana

O veredicto sobre o caso extramarital de Sakineh chama a atenção do mundo todo
O veredicto sobre o caso extramarital de Sakineh chama a atenção do mundo todo Foto: Divulgação

O mundo não é o bastante para Julia Roberts. Aos 42 anos, uma das celebridades mais bem pagas de Hollywood anda preocupada com questões que nada têm de terrenas. 

? Sempre fui muito mimada por meus amigos e pela minha família. Na minha próxima vida, quero ser mais tranquila e compreensiva ? declarou a atriz em entrevista recente.

Julia adotou o hinduísmo. Toda semana, vai ao templo para rezar, cantar e celebrar, acompanhada pelo marido e pelos três filhos. Uma transformação espiritual que não seria possível sem a interferência de um invento humano: o cinema. A nova fase da atriz deve-se ao filme Comer, Rezar, Amar, que chega às telas brasileiras na sexta-feira.

Na adaptação das memórias de Elizabeth Gilbert ? que vendeu 4 milhões de unidades no mundo todo e ficou por 180 semanas na lista de best-sellers do The New York Times ?, Julia interpreta uma escritora recém-divorciada que embarca numa viagem sem destino.

Na Itália, descobre os prazeres das lasanhas e pizzas. Em Bali, na Indonésia, se apaixona por um brasileiro chamado Felipe (interpretado por Javier Bardem). Mas é no meio do caminho, em solo indiano, que a americana de Nova Jersey toma um banho de espiritualidade.

Inspirada na personagem do longa dirigido por Ryan Murphy (da série Glee), Julia adotou mantras para balancear uma rotina estressante. A musa de comédias românticas como Uma Linda Mulher (1990) e Um Lugar Chamado Notting Hill (1999) vive o período mais sereno da carreira.

Com uma fortuna estimada em US$ 140 milhões, toca os projetos que bem entende com total controle da própria imagem. Proprietária de um pequeno estúdio ? o Red Om Films ? e contratada pela grife francesa de cosméticos Lancôme, está entre os nomes mais poderosos da indústria cinematográfica. Os 40 filmes em que atuou produziram, ao todo, uma bilheteria de US$ 2,4 bilhões.

O momento tranquilo reflete a maturidade de uma estrela que ? como poucas outras ? soube preservar a popularidade num show business cada vez mais implacável.

? A vida de celebridades é grotesca, um circo. Não existe mais tempo para que se desenvolva uma carreira longa ? observou a atriz.

Atenta às idas e vindas do mercado, ela soube planejar cada passo de uma trajetória que aliou sucessos de bilheteria com produções que testaram os talentos da intérprete. Os serviços prestados à indústria renderam um Oscar por Erin Brockovich, de 2000, e duas indicações (por Flores de Aço e Uma Linda Mulher).

Comer, rezar e amar, para depois casar

Depois de Comer, Rezar, Amar, Elizabeth Gilbert rendeu-se ao casamento. Recém-lançado no Brasil pela editora Objetiva, o livro Comprometida é a sequência da espirituosa saga de autoconhecimento empreendida pela escritora americana.

Se no primeiro livro Liz viajou para se encontrar depois de uma separação difícil e, ao fim, apaixonou-se por um brasileiro radicado na Indonésia, agora ela conta o périplo para poder dividir com ele um lar no país onde ela nasceu.

Depois de constantes idas aos Estados Unidos, o namorado teve sua entrada barrada, o que determinou que só poderia viver com ela nos EUA se ambos oficializassem a união. Logo eles, que haviam jurado um ao outro fidelidade mas também jamais se casar de novo a despeito das separações traumáticas que tinham vivido.

Enquanto o casal peregrina pela Ásia, à espera do desenrolar dos trâmites burocráticos, Liz busca novos olhares sobre o casamento antes da hora de finalmente dizer sim ao homem que ama.

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