Técnica desenvolvida na Alemanha é arma contra gordura localizada e celulite

Terapia de onda por choques tem fins estéticos e/ou ortopédicos

Realizado com pistolas que emitem ondas na pele até a área lesada, tratamento não causa inchaço ou desconforto ao paciente
Realizado com pistolas que emitem ondas na pele até a área lesada, tratamento não causa inchaço ou desconforto ao paciente Foto: Porthus Junior

Uma das mais bem-sucedidas técnicas para recuperação de dores crônicas na área da ortopedia acaba de chegar à cidade: a terapia por ondas de choque. Usada de forma mais difundida para exterminar pedras nos rins, a técnica desenvolvida em 1982, na Alemanha, teve seu uso ampliado e atualmente pode auxiliar na recuperação de pacientes, como um método terapêutico alternativo para o tratamento de inflamações crônicas dos tendões, calcificações no ponto de inserção dos músculos ou tendões e fraturas difíceis de solidificarem.

O ortopedista Leonardo Nascimento, médico responsável da clínica Medwave, explica que o aparelho é usado para tratar tendinopatias (bursites, tendinites, etc.) e promover a regeneração dos tecidos, bem como a vascularização da área tratada. A técnica foi usada nas duas últimas Olimpíadas e na Copa do Mundo da Alemanha, em 2006, porque elimina a dor em 48 horas e não é considerada doping.

– Dependendo do caso, a terapia por onda de choques pode evitar que uma cirurgia seja feita – explica o médico.

O método é bastante simples, realizado por um aparelho compacto, do tamanho de um frigobar, que possui duas pistolas que emitem ondas na pele até a área lesada, sem cortes. Para usá-lo, basta encostar o aparelho na área a ser tratada, usando calibragem adequada para cada caso. Nascimento explica que a pele pode ficar um pouco sensível, mas não ocorre inchaço nem desconforto, já que o procedimento não é invasivo.

O tratamento não tem restrição de idade dos pacientes, mas é contra-indicado para gestantes, portadores de coagulopatias e em uso de anticoagulantes, além de pessoas com lesões infectadas.

Integrantes
Atualmente, 34 países são associados à Sociedade Internacional de Terapia de Ondas de Choque (ISMST). O Brasil é um deles.

Leia mais
Comente

Hot no Donna