Telefilme recria trajetória da célebre estilista Chanel

Confira como a francesa foi retratada em versões para TV e cinema

Shirley MacLaine vive Coco Chanel nos anos 1950, quando ela buscava retomar sua carreira
Shirley MacLaine vive Coco Chanel nos anos 1950, quando ela buscava retomar sua carreira Foto: Versátil, Divulgação

Três cinebiografias quase simultâneas fizeram da estilista francesa Coco Chanel (1883 – 1971) uma das personalidades mais badaladas do cinema nos últimos anos. Se Coco Antes de Chanel (2009) gerou grande expectativa e resultou num filme chocho, a produção para a TV Coco Chanel (2008), que ganha lançamento em DVD no Brasil, sai-se um pouco melhor. Mas não muito. Resta esperar pelo inédito Coco Chanel & Igor Stravinsky (2009), com estreia prevista nos cinemas do país para agosto.

Co-produção entre Itália, França e Grã-Bretanha, o telefilme Coco Chanel (exibido aqui pelo canal GNT) tem como protagonistas, falando em inglês, a americana Shirley MacLaine e a eslovaca Barbora Bobulova. Com direção de Christian Duguay, a produção retrata a vida da estilista em dois tempos. Se abre mão de maior autenticidade descartando o idioma francês, o longa com 149 minutos é de grande requinte na reconstituição cenográfica.

A história começa na década de 50 com Coco (Shirley) reabrindo sua maison em Paris, fechada em decorrência da II Guerra. Diante da má recepção a sua primeira coleção em anos, madame Chanel resiste à proposta do sócio (vivido por Malcolm McDowell) para sair da linha de frente dos negócios e responder apenas pela criação. Enquanto planeja uma nova coleção, que seria sua revolucionária volta por cima, a modista lembra episódios do passado.

Como em Coco Antes de Chanel, o ponto de partida é a morte da mãe e o abandono pelo pai em um orfanato. A jovem Coco (Barbora) dá sinais de seu talento visionário em um ateliê de costura e conhece o milionário inglês Boy Capel (Olivier Sitruk), sua grande paixão e responsável pelo apoio que a fez deslanchar no mundo moda. Ambos os filmes assumem o tom hagiográfico e coincidem ao mostrar as grandes criações da estilista na forma de insights – como em dois ou três movimentos mudar o visual de uma garota, os truques usados para dar às peças um caimento perfeito, como nasceu o clássico perfume nº5.

Os mais íntimos da biografia de Chanel podem notar nessas duas produções o tom didático e observar as lacunas, o que é esperado no retrato de uma personagem com tão rica trajetória. Como o período de ostracismo que ela viveu no após a II Guerra ao ser vista como simpatizante do nazismo, por conta do romance com um oficial alemão, o que a levou a viver tempos na Suíça. Já Coco Chanel & Igor Stravinsky opta por um recorte específico da biografia, com chance de ser dramaticamente mais eficiente. Concentra-se na relação que Chanel teria vivido nos anos 1920 com o maestro russo que foi tão revolucionário na história da música quanto foi ela na da moda. Lançamento da Versátil.

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