Terapeuta que foi amante de Kennedy quebra os principais mitos do amor

Diana de Vegh é consultora do programa da americana Oprah Winfrey

Romance idealizado é algo que não existe na vida real, diz expert
Romance idealizado é algo que não existe na vida real, diz expert Foto: Divulgação

“Cada um tem sua alma gêmea”, “parceiros apaixonados conseguem ler a mente do outro” e “só o que importa é o amor” são apenas alguns dos grandes mitos sobre relacionamentos que podem destruir sua vida amorosa. Quem faz o alerta é a psicoterapeuta americana Diana de Vegh, consultora do programa de Oprah Winfrey, que afirma que é preciso destruir o conto de fadas para ter uma vida pessoal mais gratificante e feliz.

A terapeuta, que teve um longo caso com o presidente americano John Kennedy e quase se matou após o fim do affair garante que sabe do que está falando. Para sair do ciclo dos relacionamentos destrutivos, o primeiro passo é esquecer a história da alma gêmea, da metade da laranja ou do príncipe encantado. Os conceitos aprendidos na infância e na adolescência só fazem sofrer, e podem até incentivar comportamentos perigosos.

Para a terapeuta, mulheres infelizes costumam esperar que o outro faça quase todo o trabalho emocional da relação. Achar que o amado é o principal responsável por criar um clima de romance ou decifrar suas necessidades é um tiro que mais cedo ou mais tarde vai sair pela culatra.

– Ninguém consegue ler mentes. Mães podem até tentar adivinhar o que se passa na cabeça de seus bebês, mas a história para por aí. Isto não funciona na relação entre dois adultos – afirma.

Idealizar que o outro adivinhe seu pensamento ou antecipe sua necessidades é, inconscientemente, transformar a pessoa amada em mãe ou pai.

– Quando este tipo de dependência termina, elas acaba se sentindo abandonadas e perdidas.

Mas como construir um relacionamento saudável e maduro? Para Diana, o mais importante é se dar o devido valor. Parece simples, mas o número de mulheres que aceita ser mal tratada, ignorada ou até mesmo assediada psicologicamente ou sexualmente é grande.

– Quando alguém diz que se sente muito sozinho, geralmente é porque não gosta da própria companhia. É preciso abandonar o papel de vítima e investir na pessoa mais importante da sua vida: você – alerta.

Quebre padrões, saia com homens diferentes e não aposte todas as suas fichas naquela relação. Cultive amigos, invista na vida profissional, pratique esportes, aproveite bem o tempo de lazer.

– A vida é como uma salada. Precisamos de um tomate, uma cenoura, umas fatias de pepino e um pouco de tempero para deixá-la mais saborosa. Só alface todo dia não dá.

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