Testes que indicam período fértil podem ajudar mulheres que querem engravidar

Exame é similar ao que detecta a gravidez

Teste de fertilidade pode ajudar a engravidar
Teste de fertilidade pode ajudar a engravidar Foto: Divulgação

Casais que estão ansiosos para engravidar podem tentar acelerar o processo com testes que ajudam a identificar o período fértil e que detectam o dia exato da ovulação em apenas alguns segundos. Similar a um teste de gravidez, o de fertilidade já pode ser encontrado em farmácias e custa, em média, R$ 40. O método é simples e mede a quantidade do hormônio luteinizante (LH), essencial para o desenvolvimento saudável do óvulo, na urina.

Para o ginecologista Luiz Fernando Dale, especialista em fertilidade, o teste é uma boa opção para casais que não tem nenhum problema no sistema reprodutivo e que estão cheios de ansiedade para ter um bebê. 

– Os testes de fertilidade ajudam a tirar a pressão do casal. Como o LH é o hormônio que provoca a ovulação, monitorá-lo é uma forma eficaz de identificar os melhores momentos para ter uma relação sexual que leve à gravidez. O hormônio atinge seu pico cerca de 20 horas antes do óvulo ser liberado. Ou seja, se a mulher fez o exame pela manhã e viu que está em um bom momento para engravidar, recomendo uma relação sexual à noite e outra no dia seguinte. Assim, as chances sem dúvida aumentam – diz o médico.

Ele lembra que o método só é recomendado para mulheres que têm um ciclo menstrual regular e explica que, mesmo sem as fitinhas, é possível engravidar apenas mantendo uma vida sexual regular.

– Como o óvulo fica pronto para ser fertilizado durante cerca de 20 horas e o espermatozóide sobrevive no útero por até 80 horas, o casal que fizer sexo de duas a três vezes por semana todos os meses vai conseguir que o óvulo seja fecundado em algum momento – explica.

Os testes preditivos, porém, ainda não contêm a eficácia de outros exames encontrados em laboratório.

– O teste de urina simplesmente avalia se a mulher está num pico de LH ou não, mas não traduz a realidade ou a eficácia de uma ultra-sonografia, por exemplo, que analisa o estado do endométrio e o amadurecimento do óvulo. Além disso, caso não esteja ovulando, o ultra-som dá uma idéia mais precisa de quando isso deve ocorrer. Com o teste, ela terá de gastar várias fitinhas até descobrir se está ou não ovulando – alerta o ginecologista Isaac Yadid, da Clínica Huntington, especializada em tratamentos de fertilização.

Para os médicos, o casal deve procurar ajuda de um especialista em fertilização se estiver tentando há mais de um ano sem sucesso.

– Mulheres na faixa dos 40 anos, devem esperar menos tempo, já que a medida que o tempo passa, a dificuldade de engravidar realmente aumenta – frisa Dale.

Métodos antigos têm grande índice de falha

Prever a ovulação não é novidade, mas a eficácia dos métodos preditivos naturais costumam ser questionada por especialistas. Os dois mais conhecidos e recomendados, no entanto, hoje são vistos como pouquíssimo eficazes pelos médicos. 

– O método billing, que consiste na avaliação da quantidade e consistência do muco cervical tem alta incidência de falhas, diz Dale.

– Este método é o mais antigo e o mais simples, mas não é muito eficaz. Em teoria, a mulher, a medida em que se aproxima do período fértil, perceberia um espessamento do muco cervical. Mas é possível ter a secreção característica e não ovular – afirma.

Já o que mede a temperatura basal também é outro método pouco confiável.

– Neste caso, a indicação do período ovulatório seria o aumento da temperatura corporal por causa das oscilações do hormônio progesterona. Só que o método é falho porque a temperatura da mulher geralmente sobe de dois a três dias depois da liberação do óvulo. Ou seja, quando ela vê que o corpo está com a temperatura mais alta, já perdeu a oportunidade da fecundação – completa Dale.

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