Total de mulheres premiadas em única edição do Nobel é recorde

A decisão da Academia Sueca de Ciências de conceder à romeno-alemã Hertha Müller o Nobel de Literatura de 2009 elevou para quatro o total de mulheres agraciadas pelo prêmio este ano, um número recorde desde a criação da honraria.

A israelense Ada E. Yonath e as americanas Elizabeth H. Blackburn e Carol Greider foram as outras representantes do sexo feminino premiadas até agora pela Acadamia Sueca em 2009.

Yonath ganhou ontem o Nobel de Química. Ela e os americanos Venkatraman Ramakrishnan e Thomas A. Steitz conseguiram mostrar o aspecto e o funcionamento dos ribossomas em nível atômico mediante uma técninca denominada cristalografia de raios X.

Já Blackburn e Greider, que pesquisaram o envelhecimento das células e sua relação com o câncer junto com Jack W. Szostak, também dos Estados Unidos, receberam na segunda-feira o Nobel de Medicina.

Com o prêmio concedido hoje à escritora Herta Müller, as mulheres passaram a ser quatro das 10 pessoas premiadas pela Academia Sueca de Ciências em 2009. O recorde anterior era de 2004, quando a americana Linda B. Buck ganhou o Nobel de Medicina; a nigeriana Wangari Maathai, o da Paz; e a austríaca Elfirede Jelinek, o de Literatura.

De 1901, quando o Nobel foi criado, até o ano passado, 789 pessoas foram premiadas nas várias categorias do prêmio. Desse total, apenas 35 (4,4%) foram mulheres. O recorde deste ano pode ser ainda maior, já que faltam ser entregues o Nobal da Paz e o Nobel de Economia, este último nunca conquistado por uma mulher.

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