Tudo o que você precisa saber para organizar seu casamento

Guia auxilia na preparação da cerimônia e da festa

Entrar no vestido pode ser um desafio
Entrar no vestido pode ser um desafio Foto: divulgação sxc.hu

Além de preparar o bolso para a festa de casamento, o casal tem dezenas de decisões a tomar depois de resolver dizer o sim. Cada detalhe da comemoração do casamento promete bastante trabalho. Com dedicação, será possível agradar aos noivos e aos pais dos noivos e marcar positivamente a memória dos convidados.

Fontes: Joice Ribas, organizadora de eventos há 32 anos; o chef Norberto Da Cás, da Norberto Da Cás Eventos; a empresária Denise Rocha, do Babette by Denise; os fotógrafos Elisiê, Emiriê e Alfio Hein, da Foto Eleonora; e as empresárias Marli, Patrícia e Lisandra Riet Bittencourt, da Bella Festa Decorações.

Locação

Os clubes são muito concorridos por conta das formaturas. Um ano de antecedência é um bom período para começar a organizar o casamento. Além disso, o cenário é o começo de uma boa festa. Nessa etapa, é a hora de decidir se vocês contratarão um profissional para ajudar na organização da cerimônia e da festa.

Os clubes continuam sendo a preferência para os casamentos mais clássicos. Os mais simples são realizados em salões de igreja e restaurantes. Atualmente, a moda é casar em lugares diferenciados, como chácaras ou sedes com belas áreas externas. É sonho de muita gente casar ao ar livre.

Mas os organizadores dizem que montar a estrutura externa para receber um casamento sai bem mais caro. Você precisará alugar toldos (que não costumam ser baratos), calhas, laterais e, se as mesas ficarem sobre a grama, tablados. Na ponta do lápis, com aluguel de móveis e a cobrança de deslocamentos dos prestadores de serviços, a conta pode ser surpreendente. E nem pense em não ter um plano B para o caso de chuva.

– Para casar ao ar livre, escolha entre os meses de novembro a março. Mas leve em conta que nem os meteorologistas acertam sempre – alerta Joice.

Lista de convidados

É a segunda decisão que você deve tomar depois de resolver casar. O número de pessoas que irá a sua festa está diretamente ligado ao quanto o casal e seus pais podem gastar com o evento.

– Tudo tem de ser um prazer na organização e durante a festa, inclusive pagá-la –acredita Joice. Como escolher quem integra a lista e quem está fora dela? As bibliografias e os organizadores são unânimes em dizer que, além da família (não os mais de 200 membros, mas os mais próximos), o critério para convidar é o afetivo. “Convidem somente pessoas de quem vocês realmente gostem e cujo sentimento seja recíproco”, diz Claudia Matarazzo, no livro Casamento Sem Frescura.

– Terminou a fase de convidar por obrigação – conta Norberto: – E o anfitrião quer que o convidado se sinta em casa.

Porém, se você quiser que a sua festa dure mais tempo, Joice sugere convidar jovens. Já as crianças devem ser só as da família, porque elas acabam cansando à noite e atrapalham os próprios pais.

– Se houver muita criança, contrate uma baby sister e coloque os pequenos em um lugar distante do centro da festa – diz Joice.

Carros

Os carros de época e as limusines são muito procurados. Os modernos, de luxo, também, diz Joice, que acrescenta: “Para mim, o que importa é que o carro esteja limpo e polido e que o motorista que o dirigirá não invente moda”. O motorista pode ser alguém muito querido da noiva que vá fazer uma especial gentileza.

Bebidas e o brinde

Na hora de locar o lugar da sua festa, informe-se sobre a bebida. Muitos lugares não aceitam que você leve água, refrigerante e cerveja e ainda cobram a chamada rolha por destilados, espumantes e licores que você levar. A pedido da reportagem, Norberto Da Cás calculou as unidades que você vai precisar para uma festa de 150 convidados:

O brinde é muito importante em uma celebração, “mas deve ser feito com qualquer bebida”, garante Joice Ribas. Tocam-se os copos à saúde dos noivos. Mas é um desperdício servir champanha ou espumante para todo mundo. Quem está tomando cerveja, água ou vinho e não vai tomar espumante não tem por que brindar com ele. Porque se você servir uma taça para cada convidado, alguns convidados farão o brinde com ela e, depois, a recolocarão de volta na mesa, sem bebê-la. Todo desperdício deve ser evitado, aconselha a organizadora de eventos. A unanimidade entre os profissionais é que quem oferece champanha tem de oferecê-la até o fim da festa, não apenas para o brinde. Isto é, nada de limitar uma garrafa por mesa. Lembre-se: espumante é bebida da moda.

Lista de presente

– Se a sua mãe já dizia que pedir presente é feio, por que você vai fazer isso no seu casamento? – pergunta Joice Ribas. Para a organizadora de eventos, a lista de presentes é necessária, mas não deve vir em cartãozinho junto com o convite. A lista deve ser disponibilizada em alguma loja e, quem perguntar como presentear, poderá ver na página do casamento na Internet onde encontrar a lista ou poderá perguntar, por meio do telefone para confirmação, como presentear o casal.

Identidade visual

Hoje os casamentos têm uma unidade visual. Isso quer dizer que toda a papelaria (convites, marcadores de mesa, menu) e a decoração estão em harmonia. Aliás, essa harmonia tem de combinar muito com os noivos e com a comida, a bebida e a música da festa. Gabrieli Chanas, no blog Noiva.com, do Vida Feminina, diz que “você pode criar uma identidade escolhendo uma paleta de cores e se mantendo fiel a ela. Fica elegante e você corre muito menos risco de errar por exageros. Outra forma de criar uma identidade é idealizar uma espécie de marca para seu casamento. Pode ser um logo, um monograma, um tipo de letra, um padrão de tecido, um estilo de decoração. Esta marca pode aparecer no convite, na lembrancinha, nos cartões que indicam os números das mesas”.

Comida

Nada talvez mereça mais a sua atenção na festa do que a comida. Seu casamento ficará marcado na memória gustativa dos convidados. E é melhor que seja positivamente. Norberto Da Cás diz que o ideal é oferecer o que os convidados estão acostumados a comer em festa, sempre incluindo um elemento exótico, porque todos também esperam experimentar algo novo, diferente. O que servir está diretamente ligado ao tipo de serviço que você escolherá.

– Prato empratado (também chamado de à francesa) – É o mais confortável para os convidados, afirmam Denise e Norberto. Nesses casos, os anfitriões podem nominar os lugares nas mesas por proximidade dos convidados. É clássico e costuma sair mais caro

– Bufê – É tradicional, mais simples e fácil de acertar o gosto dos convidados pela variedade. Denise diz que o cálculo são seis salgados de entrada por pessoa, o bufê e a sobremesa (doce, bolo e/ou bem-casado)

– Menu volante ou degustação – Para casamentos descontraídos e modernos, tem a vantagem de fazer os convidados circularem. Os pratos devem exigir no máximo um talher. Requer mais garçons para que os convidados sejam servidos de maneira adequada.

– O coquetel pode ter muitos elementos e encerrar com um prato quente, como um caldo, um consumê – sugere Norberto. O cálculo de Denise são 15 salgados e de 6 a 8 doces por pessoa

– Bolo com champanha – Comum no Sudeste, é uma forma simples e elegante de comemorar a união. Servem-se apenas bolo e champanha (ou espumante), como diz o nome. Embora possa ter muita classe, o serviço não é visto com bons olhos por aqui

– Brunch – Mistura de café da manhã (breakfast) e almoço (lunch), também é pouco usual na região, já que são poucos os casamentos que ocorrem pela manhã. Café, chocolates e sucos de frutas variados são servidos

Entre o que pode ser servido estão cardápios diferenciados. Exemplos são o vegetariano, o de pratos campeiros e o próprio churrasco, que pode ficar chique se servido por um profissional e acompanhado de molhos. A mesa de doces deve ter três doces para cada pessoa, informa Denise Rocha.

Fotografia

O estilo fotojornalístico é o mais pedido de sete anos para cá, contam os irmãos Hein. As noivas querem registrar os momentos, sem tantas fotos posadas.

– Ela quer a emoção, mesmo que haja uma luz contra – diz Elisiê, que fica entre seis e oito horas em uma festa de casamento e aconselha que o fotógrafo e o videomaker ou cinegrafista devem usar uma roupa preta e primar pela discrição. Emiriê entrega que as fotos de casamentos norte-americanos são tão bonitas porque há mais tempo para clicar os pombinhos. Lá não tem essa de que o noivo não pode ver a noiva vestida antes da entrada na igreja. Os noivos passam o dia do casamento fazendo imagens em cenários deslumbrantes, principalmente ao ar livre. Se a noiva for deveras supersticiosa, ela pode fazer fotos sozinha antes, em estúdio, já com o vestido. Entre as fotos mais pedidas, Elisiê e Emiriê destacam: making of da noiva (e, em alguns casos, do noivo também); noivos em momentos bonitos da festa; noivos com os pais; show da dança (que, agora, o casal costuma dar na abertura do salão); buquê sendo jogado; descontração na boate (principalmente com amigos); flagrantes da festa (como algum convidado dormindo); e padrinhos. Não é necessário que os noivos façam fotos ao lado de todos os convidados, mesa por mesa. Para que as fotos sejam uma bonita lembrança aos noivos, os fotógrafos devem clicar mesa por mesa, mas sem os noivos e, assim, com mais tempo.

O sucesso da fotografia atual são o livro-álbum e a revista.

– Os álbuns contam uma história pelas imagens, com início, meio e fim – diz Emiriê. Um bom presente para os pais é o minilivro-álbum. Os noivos também têm pedido DVDs com as fotos e música.

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