Turismo: Los Angeles, a locação perfeita

Conheça a história do famoso letreiro de Hollywood

O clima agradável foi decisivo para o estabelecimento da indústria do cinema
O clima agradável foi decisivo para o estabelecimento da indústria do cinema Foto: AP

O ensolarado sonho californiano que The Mammas and the Papas cantou na música California Dreamin confirma-se com um passeio rápido por Los Angeles. Pelo fato de os prédios serem baixos, dá prazer olhar para cima e ver o céu. O sol brilha o ano todo e basta chover um pouco acima do normal que os angelenos começam a reclamar. Afinal, o calor é muito característico da Califórnia. Em busca dele, milhares de americanos migraram para lá e fizeram do Estado o maior produtor agrícola do país.

O clima agradável foi decisivo também no estabelecimento da indústria do cinema no começo do século passado. A região tinha – e tem – tempo bom, ótima luz e variedade de paisagens. Por isso, os roteiros que surgem são quase sempre viáveis. O diretor precisa de um trailer no meio do deserto? É só rumar em direção ao Death Valley. O casal de atores vai rolar aos beijos na areia? Há praias de Malibu a Palos Verdes. A perseguição se dá na neve? A gigante montanha Big Bear conta até com estação de esqui.

Los Angeles constitui uma das únicas grandes cidades do mundo divididas por uma cadeia de montanhas. A marca de uma delas é o letreiro de Hollywood, inaugurado em 1923, quando a região era a última fronteira da cidade. Restringe-se o acesso às nove letras brancas, mas, em compensação, pode chegar bem perto. No site do letreiro (www.hollywoodsign.org/see.html) estão listados os melhores pontos de observação. O mais interessante é o de Lake Hollywood, que cruza belos vales.

Impressionante é saber que o letreiro não é tombado. Na verdade, o terreno pertencia a uma construtora de Chicago que queria aproveitar a vista do local e enchê-lo de mansões. A ideia, no entanto, revoltou diversas celebridades, como Steven Spielberg, Tom Hanks e o dono da Playboy, Hugh Hefner (que doou US$ 900 mil para a causa da proteção ao lugar). Tal protesto teve direito até a uma faixa para cobrir o conjunto de letras. Deu certo: o terreno foi comprado por US$ 12,5 milhões pela Trust for Public Land (organização sem fins lucrativos que defende o direito das pessoas aos parques).

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