Uniban não oferece proposta de conciliação para Geisy Arruda

Ela afirma que "sofre muito" por ser apontada até hoje como "a meretriz da Uniban"

Em outubro de 2009, Geisy Arruda concedeu uma entrevista e falou sobre o episódio
Em outubro de 2009, Geisy Arruda concedeu uma entrevista e falou sobre o episódio Foto: Paulo Liebetrt/Agência Estado/AE

A estudante Geisy Arruda chegou pouco antes das 10h desta quinta-feira ao Fórum de São Bernardo do Campo, no ABC paulista, para a primeira audiência que decidirá sobre a indenização milionária que pede à Universidade Bandeirante (Uniban).

Ela afirmou que continua morando no mesmo lugar – em Diadema – e que sua vida continua a mesma. Disse, ainda, que “sofre muito” por ser apontada até hoje como “a meretriz da Uniban”.

O advogado da universidade, Vicente Cascione, mostrou-se confiante:

? Vamos ganhar a ação.

No início da audiência, o juiz Rodrigo Gorga Campos, da 9ª Vara Cível, perguntou sobre a possibilidade de conciliação. A Uniban não apresentou proposta e o magistrado passou em seguida a ouvir Geisy. Por cerca de uma hora, a ex-aluna do curso de Turismo contou detalhes do que ocorreu no dia 22 de outubro do ano passado, quando ela causou alvoroço e foi hostilizada nas dependências da universidade por estar trajando um vestido rosa.

O advogado da Uniban, Vicente Cascione, questionou a estudante sobre os trabalhos que ela fez depois daquele dia, dando a entender que o fato de ela estar fazendo sucesso justifica o não pagamento da indenização.

Foram convocadas 12 testemunhas. A estudante Paola Cristina Fernandes, colega de sala de Geisy, falou depois da ex-aluna. Segundo ela, a sindicância que a Uniban disse que instalaria para investigar o caso não puniu ninguém. Paola continua estudando Turismo, mas em outra unidade da instituição. Em seguida, o juiz escutou o depoimento de um segurança da Uniban. Ainda faltam prestar depoimento um coordenador da universidade e outros oito alunos. O juiz Gorga Campos não interrompeu a sessão para um intervalo e promete ouvir todas as testemunhas ainda hoje.

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