Viajar muda a vida: veja sugestões de roteiros e confira histórias de viagens fantásticas

Contamos as histórias de quatro pessoas que escolheram roteiros distintos

Foto: Reprodução

Um casamento, uma hepatite,10 dias em absoluto silêncio, um filho. Uma cirurgia improvisada, fome, doenças curadas, barracas, extremos, vidas, mortes. Mil quilômetros a pé, muletas, lágrimas, superação. Fim do vício no álcool e nas drogas, solidão, florestas, chás alucinógenos, expansão da consciência. Em cada período descrito, um brevíssimo resumo do que, formalmente, quatro pessoas trouxeram na bagagem depois de uma grande viagem. Uma fisioterapeuta pela Índia, um médico na África, uma empresária pela Europa e um analista de sistemas na Floresta Amazônica. Experiências completamente distintas, porém análogas, já que os propósitos e os efeitos, no fim, foram os mesmos: em busca de aprendizado e de mudanças, eles encontraram um novo sentido para suas vidas e uma nova forma de enxergar o mundo.

A prática é antiga. Na história da humanidade, viajar em busca de transformações é uma constante. Vide as longas jornadas dos Cavaleiros da Távola Redonda em busca da salvação do seu povo; os peregrinos que caminham até suas santas pela salvação de suas almas; a história do príncipe Siddhartha, que abandonou seu palácio e vagou pelo mundo para encontrar o caminho que conduziria à iluminação; ou mesmo casos recentes, como o do jovem Alexander Supertramp (pseudônimo), que ficou mundialmente famoso por ter largado uma vida confortável para viver no interior das florestas do Alaska, onde encontrou na natureza selvagem um refúgio da sociedade que tanto o frustrava, e também a sua morte.

A mais recente história de viagens transformadoras foi a da jornalista americana Elizabeth Gilbert, que contou sua experiência no best-seller Comer, rezar e amar, agora filme protagonizado pela superstar Julia Roberts. Tantas histórias confirmam um fato: quem se aventura por uma jornada rumo ao desconhecido deve se preparar para todo tipo de transformação. A única certeza é que, seja qual for o itinerário, lá, o viajante vai conhecer um pouco mais de si mesmo. A seguir, histórias de pessoas e suas jornadas em busca do autoconhecimento.

(1) Fez silêncio na Índia

A intenção inicial era fazer uma viagem que trouxesse fluidez e harmonia para sua vida profissional e pessoal. Entrar em contato com um lado mais zen de si mesma, evoluir espiritualmente. A evolução aconteceu, mas os resultados foram, praticamente, opostos aos esperados. A viagem de quase um ano pela Índia e Tailândia rendeu a Lisiane Queiroz, 34 anos, professora de ioga e fisioterapeuta, além de um casamento, um filho e uma hepatite, o conhecimento do seu lado “B”. “Acho que voltei menos zen. Vivi momentos lindos, mas também outros tão complicados que acabei me confrontando com um lado meu que não conhecia. Um lado estressado, de fúria, de sombra”, relata.

Tudo começou quando um amigo lhe emprestou o livro O poder do agora, de Eckhart Tolle (GMT Editores). “Cuidado”, disse ele. “Esse livro pode mudar a sua vida.” Lisiane leu o tal livro e, no mesmo dia, resolveu que precisava mudar. Largou o emprego, vendeu o carro e comprou uma passagem de ida para a Índia. No mesmo dia, conheceu Cristiano Gomes, 27. Apaixonaram-se e ele decidiu que iria com ela. Em menos de uma semana, Lisiane embarcou e, 36 horas depois, estava em Délhi. A sensação térmica era de 50ºC. Chovia muito e a cidade lhe parecia suja e bagunçada. Na mesma noite, pegou um ônibus rumo a Rishikesh, onde faria alguns cursos de ioga com sua antiga instrutora.

Um engarrafamento gigante por conta de uma passeata atrasou sua chegada. Esperando no ônibus, os excessos já lhe saltavam aos olhos. Buzinas incessantes, o cheiro que os vendedores de incenso espalhavam pelas ruas, as vacas e bois que perambulavam junto aos carros e deixavam um forte cheiro de estrume no ar abafado. Macacos andando pelas ruas e roubando frutas dos feirantes, que gritavam indignados. Se, no início, tantos sons lhe soavam perturbadores, em pouco tempo eles já passavam despercebidos. Até que, alguns meses depois, o silêncio predominou.

O casal se inscreveu em uma vivência com monges budistas na qual a lei era passar 10 dias em absoluto silêncio. Sem falar ou conversar, e meditando das quatro da manhã às dez da noite. Os quatro primeiros dias foram os mais difíceis, porque a sensação era a de revolta, de angústia. Passado o quinto dia, veio o conforto. “Lembro que, no último dia, quando as pessoas já podiam falar umas com as outras, eu quis me resguardar. Peguei uma vassoura e fui para os fundos do terreno, para não ter que falar com ninguém. A gente percebe como nossa mente é turbulenta, e aprende a domá-la”, conta.

Depois da experiência, o casal foi a um vale magnético, assim chamado porque o chão é coberto por pedras-ímãs. A energia era especial; o lugar, perfeito para trocar os votos de matrimônio. Em dezembro, viajaram para o sul do país. Lá, Lisiane descobriu que havia contraído hepatite. E esse foi exatamente o seu momento de maior transformação. “Eu passava tão mal, tão mal, que não podia comer direito. Então, sentia muita fome. E a fome mexe com seus sentimentos, com sua cabeça. Acumulei tanta raiva e frustração nesse período da doença que não me reconhecia”, detalha.

Quando ela começou a melhorar, quis dar um tempo da Índia. O casal foi para a Tailândia. “Por lá, tudo era lindo. As praias eram paradisíacas e a Lisi realmente melhorou”, conta Cristiano. De volta à Índia, ela começou a enjoar com o cheiro do estrume, ao qual já se considerava bem acostumada. Estava grávida. No dia seguinte ao diagnóstico, voltou para o Brasil com Cristiano. E por aqui estão até hoje. Bem casados, com o filho Clariel, de quase 2 anos, carimbos novos no passaporte, muitas histórias para contar e uma nova consciência. “Me sinto mais aterrada, enraizada no mundo. Hoje, me conheço muito melhor. Tanto meu lado bom, quanto meu lado péssimo”, diverte-se.

(2) Cuba, Sudão e muito mais
 
Não foi apenas uma viagem que mudou a vida do pediatra Sérgio Cabral, do Médicos sem Fronteiras (MSF). Foram todas as viagens que fez ? dezenas delas. Desde a primeira vez que saiu de Bom Despacho (MG), quando menino, sobre uma caminhonete velha para uma cidade a 360km de lá. “Achei que estava dando a volta ao mundo”, recorda-se. Quando começou a se interessar por livros, sonhava que sairia pelo mundo para conhecer todos aqueles lugares que estampavam as páginas das enciclopédias. O plano de infância era partir pelo sul do Brasil, passando pelo Uruguai e Argentina, para, então, subir até o México. Até hoje, não fez essa viagem, mas fez muitas outras. Pela África, Europa, Ásia e Américas. A maioria delas, como médico humanitário.

A primeira grande experiência foi quando mudou-se para Cuba. “Era um país polêmico e isso me atraía. E como Cuba era reconhecida por ter medicina e escolas de muita qualidade, me interessei. Sabia que lá davam bolsas de estudos e, em 1988, consegui a minha. Parti rumo ao desconhecido para viver uma das experiências mais incríveis da minha vida.” Os primeiros momentos foram de choque cultural. Sérgio dividia a residência estudantil com latino-americanos, árabes, cingaleses, norte-americanos, entre outros. Nesse momento, aprofundou sua batalha de autoaprimoramento, como gosta de definir. Aprendeu, por exemplo, a ser mais solidário, a ter uma visão mais humana e mais igualitária do mundo. E isso despertou a vontade de se tornar um médico internacionalista.

De Cuba, filiou-se ao MSF e embarcou por diversas experiências ao redor do mundo. Sérgio acredita que cada uma delas o transformou de alguma forma. “Às vezes, a mudança é tão pequena que não percebemos. Mas, se a experiência é contínua e, principalmente, variada, ela será mais profunda e evidente”, diz. “Quando a gente abre a mente e o coração, perde os limites da aprendizagem. Absorvendo verdades alheias e diferentes culturas, dinamizamos o pensamento e a interpretação de coisas e pessoas. As pequenas coisas passaram a ter um valor imenso, e as grandes tornaram-se insignificantes”, conclui.

Nas viagens com o MSF, passou por situações extremas. De hospedagens em casas confortáveis com boa comida a noites em barracas, usando latrinas, buscando água no balde para tomar banho de caneca, sem almoço e jantando “sabe-se lá como chamar aquilo”. Se, por um lado, uma acomodação confortável é favorável para o trabalhador humanitário, que pode renovar as energias e descansar com conforto, por outro, as privações ensinam a viver com restrições.

“Talvez o tempo que passei no Sudão tenha sido o mais difícil. Acordávamos às 5h e só voltávamos para o acampamento à noite, sem almoço, queimados de sol. Quando chegávamos para descansar, víamos uma fila imensa de pacientes esperando mais atendimento médico”, lembra. Um dia, chegou a encontrar dentro de sua barraca uma menina com malária, deitada. Ela acabou ficando “internada” lá, sob tratamento. Eram noites de febres incessantes e convulsões intermitentes. “Acho que foi o caso mais marcante da minha carreira.”

Foram inúmeras situações de aprendizagem. Desatolando o jipe do barro para conseguir salvar pacientes a tempo, atendendo vítimas de guerra, fazendo cirurgias em condições extremas. “Eram dias intensos, de estresse e cansaço, mas com a recompensa de terminar e saber que todo o sacrifício valeu a pena, que nossa presença fez diferença.” Para Sérgio, foi importante aprender que não havia a obrigação de salvar todas as vidas e de resolver todos os problemas. “A única coisa que podemos fazer é oferecer o nosso melhor. Passei a entender melhor os pacientes, a respeitar mais a dor alheia, as inseguranças e as fragilidades. Acho que passei a entender melhor as doenças porque passei a entender melhor as pessoas.”

(3) A força de uma peregrinação
 
Os quilômetros finais do caminho de Santiago de Compostela, na Espanha, já haviam sido vencidos cinco anos antes. Dessa vez, a experiência foi diferente. Apoiada em duas muletas, Lia Socha, de 55 anos, mal podia pisar o pé esquerdo no chão. A dor de cada passo irradiava pelas pernas e costas. Sem reclamar, Lia pôs na cabeça que chegaria ao final. Quando completou o último trecho ? de 100km ?, entrou na igreja e foi comungar. Quando se virou para voltar ao seu assento, as pessoas estavam de pé. Emocionadas, foram uma a uma parabenizá-la. Foi a primeira vez que chorou durante os 33 dias de uma dura viagem.

“Não reclamei em nenhum momento das bolhas enormes no pé ou da dor no calcanhar. Para mim, essa é uma experiência de felicidade. As pessoas foram tão calorosas comigo. Foi um dos momentos mais emocionantes da minha vida.”

O gosto por caminhadas vem da infância, quando morava em Uruaçu (GO). Jovem, imaginava que um dia conheceria todo o mundo. E gostava de sair andando sem rumo. Um dia, alguém lhe contou sobre uma viagem à Galícia espanhola, na qual peregrinos caminham os quase 1000km que um dia o apóstolo de Jesus São Tiago (ou Santiago) teria percorrido. Católica e amante de longas caminhadas e viagens, a ideia agradou.

Em 2005, pesquisou na internet e lá mesmo comprou uma mochila para trilhas e a abasteceu com uma botina feita com o mesmo material dos pneus de aviões, um casaco corta-vento, um gorro, luvas especiais, um cachecol, uma segunda pele, meias, quatro camisas e duas bermudas. Chapéu, protetor solar, duas mudas de roupa íntima, um saco de dormir e alguns remédios. Convidou uma amiga e, juntas, embarcaram para a França, principal ponto de partida da peregrinação. Caminhavam de 9km a 42km em um único dia. A amiga desistiu no 10º dia. “A viagem não era para ela.”

Lia continuou. ” O caminho é um convite ao pensamento, ao autoconhecimento. Lembro de me ver completamente sozinha no meio de uma floresta. Só eu, Deus e uma mochila. Você fica temeroso, mas segue. Controla o medo e a dor. É uma busca interior muito grande. Nunca senti a presença de Deus tão forte”, descreve Lia, que completou o percurso em 30 dias, tempo menor que o habitual, de 33 ou 34 dias.

A experiência foi tão compensadora que, no começo deste ano, ela voltou para agradecer. Partiu para a França na companhia de outra amiga. O percurso era o mesmo, no entanto, a experiência foi completamente diferente. Em vez de albergues, hotéis confortáveis. Era inverno, a paisagem e as dificuldades eram novas. Havia gelo e muita lama. Lia sentiu o calcanhar inchar e doer, ganhou bolhas no pé. “As pessoas me viam mancando e imploravam para que eu aceitasse uma carona. Eu encarava aquilo como uma tentação e me foquei em terminar o caminho”, descreve. “Não troco essa viagem por nenhuma outra. Só Deus sabe o que aprendi lá. Descobri uma força interna enorme”, revela. Nos planos, diversas outras peregrinações. “Não posso parar.”

(4) A cura da floresta 

Luis Pereira, 44 anos, não precisou sair do Brasil para ter a viagem de sua vida. A experiência que viveu em plena Floresta Amazônica foi uma jornada espiritual sem volta e sem precedentes. Um encontro com o seu destino, com o fim de um vazio existencial e de uma vida imersa no álcool e nas drogas. Em 1986, depois de passar o Natal completamente isolado do mundo, encarando um período complicado de sua juventude, recebeu a indicação de um amigo. “Cara, vai para Rondônia para um encontro que está tendo lá no meio da Floresta Amazônica. Vai mudar sua vida, você vai ver.”

O amigo lhe entregou um número de telefone anotado em um papel. “Ligue para esse camarada quando chegar lá.” De Londrina, Luis entrou em um ônibus e, sem saber ao certo o que o esperava, passou dois longos dias na estrada. “Só a experiência de atravessar o país já mexeu comigo. Tudo se transformava. A paisagem, a cultura, as pessoas. Pensei tantas vezes em desistir e voltar para Londrina no caminho. Mas alguma coisa me dizia que eu tinha que ir para lá”, conta.

Quando o ônibus chegou na estação rodoviária de Porto Velho, Luis tirou do bolso o pedaço de papel com o número de telefone e, de um orelhão, fez a ligação: “Oi. Meu amigo me pediu que eu lhe telefonasse Vim de Londrina e “. “Opa, estou indo aí agora te pegar, não se preocupe.” Em alguns minutos, um cara simpático chegou de carro para buscá-lo. Na casa, umas quatro dezenas de pessoas estavam espalhadas por todos os lados. Algumas dormindo em redes, outras tocando violão e a maioria rindo e jogando conversa fora. “Tinha uma energia muito especial ali. Me senti bem-vindo. Foi uma sensação muito boa”, relata.

No dia seguinte, um caminhão chegou para buscar o grupo. Deixou todo mundo na beira da estrada e, lá, eles se embrenharam floresta adentro. Chegaram à beira do rio Madeira, onde pegaram uma balsa até o outro lado. Seguiram uma trilha na floresta, no meio da noite, rumo a uma chácara que ficava na divisa com o Amazonas. No meio do caminho, Luis podia ouvir zabumbas e violas. “Estava ansioso, na expectativa. Chegamos lá e vimos um barracão enorme, um forró tocando, pessoas animadas e sorridentes dançando, com um brilho diferente no olhar. Logo na entrada, tinham sete panelas enormes, dessas de 100 litros, fervendo nas fornalhas.”

As panelas estavam cheias de água, cipós e folhas. Cada pessoa que chegava recebia uma caneca com o chá fumegante ? o famoso Santo Daime ou Ayahuasca ? como um cumprimento de boas vindas. “Uma experiência de expansão da consciência, de integração com a natureza. É inexplicável. Você não fica doidão, como gostam de dizer por aí, fica com os sentidos aguçados, mais presente no momento, com o raciocínio mais claro. É um processo de cura espiritual a partir da medicina que vem da floresta”, descreve. Os dias seguiram e Luis se envolvia cada vez mais com as atividades do grupo União do Vegetal. Explorava a floresta em busca de lenha caída e lá, só, no meio das imensas samaúmas, aprendeu a dimensionar os problemas de outra forma. “Quando você se conecta com a energia do planeta, ganha um novo ânimo. Reconcilia-se consigo mesmo. Lá, tive a consciência de que nada mais seria igual. Minha vida havia mudado para sempre”, analisa.

De volta a Londrina, começou a trabalhar como analista de sistemas, ficou noivo e se casou. Juntos, Luis e sua mulher Sônia Batista, 44, iam até a floresta, para o mesmo barracão onde esteve em 1986, duas vezes por ano, para os eventos do grupo União do Vegetal. Em 1996, o casal chegou a se mudar para lá. Desde então, já moraram em várias cidades do país. Fundaram a Associação Beneficente Universo Místico, livre de doutrinas e dogmas. “Não imagino minha vida hoje se não tivesse feito aquela viagem”, acredita. “Acho que seria um analista completamente infeliz e estressado. Tenho momentos ruins também, como qualquer pessoa, mas a capacidade de superação é imensa. É muito importante trabalhar o lado espiritual, acho que o mundo precisa enxergar isso. Todo mundo merece uma viagem transformadora como essa”, reflete.

Quando o assunto é a busca pelo autoconhecimento ou iluminação espiritual, os roteiros mais concorridos são esses:

Santiago de Compostela, Espanha
A peregrinação, que leva em média 33 dias, refaz o trajeto feito por São Tiago.

Assis, Itália
Milhares de devotos de São Francisco visitam a cidade e sua grande basílica a fim de homenagear o santo.

Finisterre, Espanha
Outro roteiro de peregrinação, a cidade de Finisterre era conhecida, há cinco séculos, como o fim da terra, por ser considerada a cidade mais ocidental da Espanha, levando muitos europeus a cultuá-la.

Belém , Cisjordânia
A cidade onde Jesus Cristo nasceu tem um imenso apelo turístico e espiritual para os cristãos que, lá, visitam a Igreja da Natividade, onde podem tocar a estrela de prata, que seria, supostamente, o exato local do nascimento de Cristo. Belém também é um local sagrado para o judaísmo, e é lá que se encontra a Tumba de Raquel.

Nazaré, Israel
Outro importante local de peregrinação cristã, não só por ser a cidade onde Cristo passou sua infância, mas também o local onde o arcanjo Gabriel anunciou à Maria o nascimento de Jesus.

Jerusalém, Israel
É considerada terra santa pelos judeus, cristãos e muçulmanos. São 1.204 sinagogas, 158 igrejas e 73 mesquitas dentro da cidade. Mesmo em meio ao conflito Israel-Palestina, Jerusalém continua com um forte apelo turístico para a peregrinação.

Meca, Arábia Saudita
É a cidade mais importante do Islamismo. E, como para os muçulmanos, a peregrinação (Haji) é uma das práticas religiosas mais importantes (na verdade, obrigatória para os que têm mínimas condições financeiras), a cidade recebe milhões de peregrinos que buscam, assim, praticar o desapego, o arrependimento e a reflexão.

Tibet, Ásia
Considerada a região mais alta do mundo, o Tibet é o centro do budismo tibetano (vajrayana ou iamaísmo), e atrai diversos praticantes que querem conhecer a terra dos Dalai Lamas.

Índia, Ásia
Berço do hinduísmo, a Índia é sempre um destino procurado pelos que procuram novos rumos espirituais. O festival religioso Khumba Mela, considerado o maior do mundo, atrai milhares de devotos anualmente, que se reúnem para se banhar em Sangan, local onde se dá o encontro dos rios sagrados Yamuna, Ganges e Saraswati.

Machu Picchu, Peru
A cidade perdida dos Incas atrai turistas de todo o mundo que querem conhecer as ruínas instaladas a 2400m de altitude. Alguns fazem a Trilha Inca, na qual são percorridos 45km em quatro dias pela Cordilheira dos Andes. Outros fazem a trilha de dois dias e a maioria sobe até as ruínas de trem.

Passos de Anchieta, Espírito Santo
O roteiro de quatro dias de caminhada (ao todo 100km) reconstitui a trilha percorrida pelo Padre Anchieta durante sua mudança à Vila Nossa Senhora da Vitória.

Caminho das Missões, Rio Grande do Sul
São três roteiros de caminhadas, que variam de três, sete ou 13 dias, até a cidade de Santo Ângelo. A ideia é refazer o percurso das missões jesuítas que colonizaram o país.

Caminho do Sol, São Paulo
Inspirado no Caminho de Santiago, a cidade de Águas de São Pedro é o objetivo final da peregrinação. Apesar do nome, o padroeiro da cidade é São Tiago, homenageado por quem faz a peregrinação.

O Caminho da Fé, Minas Gerais e São Paulo
Passando por terras mineiras, são 497km de caminhada desde Descalvado, São Paulo, até o Santuário de Aparecida do Norte, padroeira do Brasil.

Histórias de viagens fantásticas
 
:: Comer, rezar e amar, de Elizabeth Gilbert
:: A arte de viajar, de Alain de Botton
:: A vaca na estrada, de Lúcio Martins Rodrigues
:: Na natureza selvagem, de Jon Krakauer  

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