Você tem medo do quê? Conheça os tratamentos e alguns tipos de fobias

Sentir medo funciona como um sinalizador diante do desconhecido

Você tem alguma fobia?
Você tem alguma fobia? Foto: sxc.hu

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O mundo infantil é constantemente invadido por monstros e fantasmas imaginários que amedrontam as crianças e atrapalham o sono dos pais. Mas sentir medo não é sempre fantasioso. O medo é um sentimento próprio do ser humano e, geralmente, ocasiona um estado de angustia que muitas vezes é impossível de ser dominado. Já a fobia, é um sentimento irracional e sem controle, é o medo ao extremo. “A fobia está ligada a uma ameaça interna, ou seja, está dirigida a objetos que não são necessariamente perigosos, por ação do mecanismo de deslocamento”, explica a psicóloga e especialista em psicanálise, Elisabeth Mazeron Machado. A palavra fobia vem do grego phobia, que provém do deus grego Fobos, filho de Ares e Afrodite e simboliza o temor. Este distúrbio psicológico foi muito estudado por Freud, que relatou em seu estudo clinico “O pequeno Hans” (1909), a fobia que Hans sentia ao chegar perto ou ver cavalos (equinofobia). 
A fobia é uma projeção ou um deslocamento de um “perseguidor” interno à um objeto externo. Uma das poucas vantagens deste problema é que a pessoa pode se proteger contra um perigo externo, fugindo ou evitando ele. “É importante que tenhamos medo, pois este funciona como um sinalizador diante do desconhecido e de situações que não podemos controlar”, diz Elisabeth.
 
Sintomas e tratamentos:
Segundo a Classificação de Transtornos Mentais e de Comportamento, os sintomas de fobia são: manifestações de ansiedade restritas ao objeto ou situação específica e evitar situações que geram a fobia. Um dos tratamentos mais frequentes para fobias é um tipo de terapia comportamental cognitiva chamada terapia de exposição
Nesta exposição, a pessoa é exposta, num ambiente seguro, ao desencadeador do seu medo. Geralmente, o tratamento dura pouco tempo, mas depende da intensidade da fobia. Mas a especialista alerta para este tipo de tratamento: “Esta exposição ao objeto fobígeno, por si só não tem sentido de resolução ou enfrentamento de problemas. Pode ser, na melhor das hipóteses, condicionamento. Em alguns casos, a fobia é deslocada para outro objeto, sem tratar a origem do problema. Por exemplo: a pessoa tem medo de avião, deixa de tê-lo e passa a temer elevadores”, diz. A psicóloga explica que o trabalho psicanalítico é, também, um bom tratamento para as fobias. Este trabalho consiste na tomada de consciência daquilo que, por algum motivo, não é processado pelo ego e, a fim de manter este ego coerente, transformou-se em fobia. “É um processo de reconstrução da história, das primeiras vivências do paciente, para compreender e dar novo sentido ao vivido”, finaliza.

Fobias mais comuns:
· Acrofobia – Medo de altura. A acrofobia pode ser perigosa, pois quem sofre com isso pode ter ataques de pânico e não conseguir sair do lugar alto. Muitos alpinistas têm ataques de acrofobia. 
· Agorafobia – É o medo de estar em espaços abertos ou na multidão. Muitas vezes a agorafobia é uma sequela do transtorno do pânico. O agorafóbico sente medo de não poder sair do meio da multidão e não da multidão em si.
· Claustrofobia – É o medo de lugares fechados. O claustrofóbico sente medo de estar em lugares onde não possa sair facilmente como trens, elevadores e aviões.
· Hidrofobia – Medo da água ou de líquidos. A hidrofobia não é somente o medo de água, mas sim de ficar submerso no meio aquoso, como nadar.
· Motefobia – Medo de borboletas ou mariposas. Não é um medo real, pois a borboleta é um ser inofensivo. O problema está no sentimento ruim ao ver este bicho.
· Escotofobia – Medo do escuro. A escotofobia é geralmente originada de traumas da infância. Ou seja, luzes acesas sempre!
· Zoofobia – É o medo doentio de qualquer animal. Existem vários tipos de zoofobias como apifobia (medo de abelhas), aracnofobia (medo de aranhas) e herpetofobia (medo de répteis).
 
 
Fobias esquisitas:
· Filemafobia – Medo de beijar. Quem tem esta fobia sente nojo e medo de beijar, chegando a ficar tremulo e com a boa seca.
· Anatidaefobia – Medo de ser observado por patos. Sim, é estranhíssimo. Este termo foi inventado a partir de uma invenção fictícia do autor Gary Larson.
· Caetofobia – Medo dos pêlos. Não convide o Tony Ramos para a mesma festa que este individuo. O caetofóbico não pode enxergar pessoas com cabelos longos e volumosos.
· Hexacosioihexecontahexafobia – Medo do número 666. Este temor está relacionado com a crença no Número da Besta e suas implicações. O ex-presidente dos Estados Unidos, Ronald Regan e sua esposa Nancy sofrem com a Hexacosioihexecontahexafobia e mudaram o número de sua casa de 666 para 668.
· Coulrofobia – Medo de palhaços. É comum entre crianças e adolescentes, mas também acomete adultos. Ao se depararem com um palhaço, quem sofre desta fobia fica em pânico, suando e sem fôlego. Alguns personagens da ficção são coulrofóbicos como Billy (As Terríveis Aventuras de Billy e Mandy), Kraemer (da série Seinfeld) e Cory (As Visões de Raven).
· Geliofobia – Medo de rir. Piadas, circos, programas humorísticos estão fora do roteiro do geliofóbico.
 
 
Famosos fóbicos:
· Os atores Johnny Deep, Daniel Radcliff e o rapper Diddy têm fobia de palhaços.
· O ator Billy Bob Thornton tem fobia de móveis e coisas antigas.
· O cineasta Woody Allen é o campeão em fobias, veja só: luz do sol, cores gritantes, cachorros, crianças, veado, altura, lugares fechados e câncer. Ufa! Quantas fobias!
· A cantora Madonna tem pavor de trovões.
· A atriz Pamela Anderson não pode ver seu reflexo em lugar algum. Ela odeia espelhos e qualquer coisa que mostre sua imagem.
· A modelo Tyra Banks odeia golfinhos. Ela sofre desta fobia desde os oito anos de idade.
 
 
Você tem fobia de alguma coisa? Conta para a gente que explicamos sua fobia aqui.

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