Westminster Abbey: cenário de coroações, casamentos e o enterro de Diana

Príncipe William e sua noiva irão se casar no local em 29 de abril de 2011

Igreja situada junto ao Parlamento de Westminster é um dos principais points turísticos da capital britânica
Igreja situada junto ao Parlamento de Westminster é um dos principais points turísticos da capital britânica Foto: AFP

A Abadia de Westminster, onde o príncipe William vai se casar em 29 de abril de 2011 com sua noiva Kate Middleton, é uma igreja em estilo gótico intimamente ligada à monarquia britânica, tanto nos momentos alegres, como nos tristes.

Para William, o templo londrino que recebeu casamentos, coroações e enterros reais, é principalmente o lugar onde foi realizado o solene funeral de sua mãe, a princesa Diana, em 6 de setembro de 1997, poucos dias depois de seu inesperado falecimento num acidente de automóvel em Paris.

Do tamanho de uma catedral, a igreja também foi o cenário escolhido meio século antes, em 20 de novembro de 1947, para as bodas de sua avó, a então princesa Elizabeth, com Philip Mountbatten. Seis anos mais tarde, esta foi coroada Elizabeth II no mesmo local.

Dois dos quatro filhos da rainha escolheram esta mesma igreja para seus casamentos: a princesa Anne com Mark Phillips, em 1973, e o príncipe Andrew com Sarah Ferguson, em 1986.

Ambos os matrimônios terminaram divórcio, como o de Charles, que, como herdeiro do trono, optou pela maior e mais luxuosa catedral de São Paulo para seu glamouroso casamento com a princesa Diana, em julho de 1981.

O templo inicialmente românico e católico fundado no século XI junto a um mosteiro beneditino por Edward, o Confessor, tem sido a igreja das coroações de reis e rainhas desde William, o Conquistador, em 1066.

A imponente igreja gótica atual, cujo nome formal é Igreja Colegiata de São Pedro de Westminster, começou a ser construída durante o reinado de Henry III em 1245. Seu próprio enterro, em 1272, converteu o templo como o principal lugar para os enterros reais durante 500 anos.

No total, 17 reis estão enterrados nesta necrópole real convertida em mausoléu nacional, com mais de 3.000 túmulos de algumas das figuras britânicas mais conhecidas em todos os âmbitos, de Isaac Newton a Lawrence Olivier, passando por Charles Dickens ou Charles Darwin.

Outras personalidades são comemoradas, como Winston Churchill ou William Shakespeare, e existe também uma estátua em honra a monsenhor Romero, o arcebispo de San Salvador assassinado em seu país, em 24 de março de 1980.

A Abadia de Westminster foi, ao longo de sua história, testemunha de 38 coroações, sendo a última a da rainha Elizabeth, em 1953, a primeira televisada.

A igreja, um dos prédios góticos mais importantes do Reino Unido, é “royal peculiar”, ou seja, está diretamente sob a jurisdição do monarca, que, na Inglaterra, também é o Governador Supremo da Igreja anglicana, e não de uma diocese, mas se autofinancia graças à venda de entradas e donativos.

Apesar de ser uma das principais atrações turísticas da capital britânica, a igreja situada junto ao Parlamento de Westminster é ainda uma igreja ativa e nela são realizados vários serviços religiosos diários.

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