Xico Gonçalves ensina o jeito certo de combinar peças de estilo militar

As estampas que caracterizam o inverno devem ser usadas com parcimônia

Gisele posou para a Vogue da Coreia com estilo militar na roupa
Gisele posou para a Vogue da Coreia com estilo militar na roupa Foto: Nino Muñoz, Vogue Corea

A roupa militar foi criada para parecer masculina, utilitária e sem glamour. Mas no corpo de Gisele Bündchen o conceito muda de aliado. Vestida para ganhar qualquer batalha na capa e editorial da revista Vogue coreana de maio, Gisele mostra no corpo o potencial sexy desta tendência.

Marcado por bolsos em profusão, detalhes utilitários, brasões, adornos, cintos com fivela de metal, zíperes, cores militares e acessórios turbinados o militarismo invadiu as cidades a partir dos anos 70, quando o excedente dos uniformes da Guerra do Vietnã começou a aparecer em brechós. Duráveis, baratos e resistentes acabaram vestindo os que tinham pouca grana e muito estilo, inspirando inclusive a moda das passarelas.

John Galliano foi o primeiro a estampar e bordar seda pura com desenho de camuflagem, e a influente Balmain tem mostrado militarismo na passarela nas duas últimas temporadas. A cor verde é a grande aposta, sendo considerado o “preto” do ano, mas tons de cáqui e terrosos pintam paralelo. Esse clima militar invade também os acessórios.

Nos pés, calçados pesados, sandálias compensadas, “ankle boots” com amarrações, “over the knee boots” (as barbarelas, botas acima dos joelhos) e também os tradicionais coturnos.

Aliste-se já

Respeite seu estilo. Uma ou duas peças do estilo militar já é o suficiente para compor um belo visual. Cuidado para não sobrecarregar a produção e torná-la muito caracterizada.

:: Para não perder a guerra da elegância, arme seu arsenal de modelos militares misturado aos básicos e roupas sexy.

:: As referências militares aparecem em jaquetas de abotoamento duplo, casacos pesados e funcionais, como trench coat e parkas, bolsos cargo e peças de alfaiataria que remetem aos uniformes do alto escalão militar.

:: Os ombros estruturados, com as “dragonas” (pala com franjas, ou virada) das fardas militares, jaquetas com insígnias e botões dourados, além das jaquetas tipo aviador, colete, jaqueta vestem vitoriosas com calças justas como a legging e skinny e shortinhos curtos ou boyfriend.

:: Casacos com cinto, estilo safári, engrossa a cintura, mas aposte em cinturas marcadas e nos detalhes da alfaiataria para deixar a silhueta bem feminina.

:: Força nas estampas animal, estilo safári, como estampado.

:: Estampa camuflada deve ser combinada com peças lisas nas mesmas tonalidades, jeans ou cáquis.

:: A estampa camuflada na cidade tem efeito inverso, em vez de disfarçar, destaca. Em versão miúda pode diminuir volumes, em tamanho grande é inimiga do manequim GG e das mulheres pequenas.

:: Evite bolsos militares em áreas do corpo mais avantajadas. Bolsos chapados na altura do busto ou quadris geram volume extra.

:: As cores militares combinam com todos os tons de pele e aceitam muitas combinações de cores. As negras devem evitar o verde musgo escuro. As loiras se desfavorecem com tons pálidos de verde.

:: Pode se compor um look militar comprando nas lojas de moda, brechós ou casas especializadas em uniformes militares.

Macacão de combate

O macacão que está tão em moda neste inverno também tem influência nas roupas usadas para combates.

Esta peça de vestuário surgiu no começo do século 19, usado por trabalhadores braçais, e virou marca registrada dos aviadores, quando começavam a dominar os ares. Na Segunda Guerra Mundial, serviu como uniforme em fábricas de munição. No início dos anos 1940, as mulheres começaram a usar macacões de sarja em busca de conforto para trabalhar nas fábricas, adaptados do guarda-roupa masculino. Na década de 60, André Courrèges, criou modelos de lã aderente, usados com luvas e botas brancas.

Em 1967, o estilista italiano Valentino colocou na modelagem do macacão, um ingrediente típico da moda da época, a calça pata de elefante, tornando-o o uniforme do jet-set. Era época das pantalonas e das estampas psicodélicas de Pucci, e o macacão garantia conforto para as mulheres, ansiosas por liberdade de movimentos.

Nos anos 80, ganhou o poder das ombreiras, zíper, bolsos e detalhes extravagantes em tecidos elásticos como o cotton. Neste outono inverno, o macacão pode ter formato anatômico, funcional ou sexy para usar à noite.

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