5 razões para testar o coletor menstrual, o novo absorvente

Ele existe desde os anos 1930, mas só recentemente vem caindo nas graças das brasileiras. Substituto para quem busca uma alternativa aos tradicionais absorventes para o período da menstruação, o coletor menstrual vêm conquistando adeptas que não cansam de enumerar as vantagens do copinho de silicone.

— Tem melhorado muito a minha rotina. Antes eu tinha que ficar com interno e externo para trabalhar por exemplo, e agora só uso o coletor. É uma liberdade muito grande — conta Flavia Fodra, 28 anos.

Como a maioria das primeiras adeptas tupiniquins, a editora de vídeo e cinema conheceu o método pelo Facebook. Ela é uma das mais de 16 mil pessoas que participam do grupo Coletores Brasil, em que mulheres dividem opiniões e dicas sobre o uso do produto. Assim como Flavia, quem também trocou de vez o absorvente interno pelo coletor menstrual foi a empresária Camila Mello, 37 anos.

— Minha adaptação foi ótima. E também acho o coletor mais ecológico, me sinto mais limpa — defende.

xcJTNZZYouTuber JoutJout, que a gente adora, gravou o vídeo Vá de Copinho, que você confere aqui!

Embora visto com bons olhos pelas usuárias, o coletor ainda divide a opinião de ginecologistas – que, em muitos casos, pouco conhecem o método. Dentre os 10 médicos de Porto Alegre consultados por Donna, apenas duas comentaram a novidade. Segundo alguns dos profissionais, o copinho ainda não conquistou adeptas o suficiente para que se sintam à vontade para recomendar sem restrições – e outros só tinham visto o “tal coletor” pela internet.

— Ainda temos poucos dados, quase nada de experiência clínica e nenhum estudo que eu conheça. Mas posso dizer que mal não tem a oferecer — explica Maria Celeste Wender, professora de Ginecologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

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O principal argumento de quem se mostra contrário é que o sangue que fica parado dentro da vagina poderia gerar a proliferação de bactérias – argumento rebatido pela ginecologista:

— O sangue fica parado, mas teoricamente não retorna para o lugar de origem, que é o útero, onde não há bactérias. Quando o fluxo passa do colo e vai até a vagina pode haver algum contato com mucosas. O risco é semelhante ao que se poderia ter com o absorvente interno, que pode causar o chamado choque tóxico, mas é algo extremamente raro.

— Leigamente, os dois métodos [coletor e absorvente interno] se assemelham. O risco passa a existir quando a mulher fica mais de 24 horas com o mesmo absorvente — complementa Jaqueline Blender, ginecologista e sexóloga.

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Para a médica, o maior tabu para que o coletor seja mais aceito pelas mulheres tem a ver com a dificuldade de muitas de nós de lidarem bem e sem pudores com a própria vagina, porque exige contato com a genitália para colocar o copinho. Talvez seja só questão de tempo.

— Temos de levar em conta que o absorvente interno também levou anos para se popularizar. A camisinha feminina, por exemplo, até hoje ainda pouco é vendida em supermercados e farmácias, porque as pessoas não têm interesse. O coletor pode demorar ainda para pegar. Mas se a minha paciente pergunta sobre, eu recomendo a experimentar e ver se gosta — indica Jaqueline.

E você, ficou com vontade de experimentar? Enumeramos cinco motivos para testar o coletor . Espia só!

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1. Se adapta ao seu corpo

Produzido em silicone flexível, hipoalergênico e antibacteriano, o copinho pode ser vendido em até quatro tamanhos diferentes. A maioria das empresas, entretanto, oferece duas opções: uma para mulheres com mais de 30 anos, ou que já têm filhos, e outra para quem ainda não atingiu o balzaquianismo e nunca passou por um parto. Ele se adapta fácil ao seu corpo, mas é preciso ter certeza de que o coletor está devidamente encaixado.

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Antes de colocar, higienize o coletor com água fervente. Depois, encontre uma posição confortável para inserir o copinho – há quem prefira ficar agachada, em pé, ou sentada no vaso sanitário. Dobre-o e, com os músculos bem relaxados, insira a aproximadamente 1cm da entrada da vagina, de forma que fique mais baixo do que o absorvente interno.

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O coletor vem com um cabinho entre 7 e 9 cm, que te ajuda na remoção, mas o ideal é que você corte um pedacinho se ele te incomodar. Nas primeiras vezes, talvez você se sinta desconfortável ao colocar, mas as usuárias garantem que isso passa com o tempo – é quase como as primeiras vezes em que você usou o absorvente tradicional e se sentiu incomodada com aquele volume na roupa. Ah, não atrapalha também para urinar e você pode até dormir com ele.

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2. (Quase) não tem contra-indicações

Como é produzido com material hipoalergênico, é difícil que ele possa trazer problemas a sua pele. Há quem não aconselhe para mulheres que nunca tiveram relações sexuais, pois há risco de romper o hímen. Também não é recomendado usar nos primeiros dias após o parto.

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3. É econômico

Se levarmos em conta que a mulher gasta cerca de R$ 100 por ano com absorvente interno, a troca pelo copinho, que custa cerca de R$ 70 reais, já se justifica. E se incluirmos na conta que, higienizado de forma correta, o coletor pode durar entre cinco e dez anos, a economia se multiplica. Fora o fato de que nunca mais você vai precisar levar saquinhos de absorvente na bolsa durante uma semana por mês, não é?

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4. É sustentável

Considerando que uma mulher menstrua, normalmente, dos 12 até os 50 anos, o cálculo estimado é de 10 mil absorventes durante toda a vida. A versão externa demora 100 anos para se degradar na natureza, e o interno cerca de um ano. O mesmo coletor pode ser utilizado durante todo o ciclo por, no mínimo, cinco anos – ou seja, é ecologicamente mais viável. Se bem higienizado, a vida útil do produto pode até dobrar. A recomendação dos fabricantes é que o copinho seja lavado com água e sabão neutro a cada troca – que deve ser feita de 8 em 8 horas, ou menos se o seu fluxo for mais intenso. No final do ciclo, lave com água fervente e guarde para o próximo mês.

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5. É higiênico

Sabe aquele cheiro que o fluxo às vezes causa quando você usa absorvente? Com o coletor, ele quase não existe, já que o sangue não entra em contato com o oxigênio – o que faz com que as bactérias que causam o odor se proliferem.

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