Adeus ao mapa múndi: saiba como se previnir das incômodas varizes

Tratamentos não devem ser feitos nos meses próximos ao verão, diz especialista

Vazinhos podem reaparecer porque o tratamento não elimina os fatores que as desencadeiam
Vazinhos podem reaparecer porque o tratamento não elimina os fatores que as desencadeiam Foto: stock.schng

O calor já chegou e a vontade de colocar as pernas à mostra também. Ao vestir a saia, surpresa, um mapa múndi está lá, estampado na perna em vasinhos azuis, roxos e verdes. Mas como surgiram de uma hora para a outra?

Além da questão estética, o calor pode acelerar os sintomas das microvarizes, explica o angiologista Luiz Ceola. Para deixar a pele sem as tais marquinhas, o jeito é recorrer à medicina.

O tratamento convencional é a escleroterapia (injeção de substâncias químicas no local). Com propriedades de desencadear uma irritação e inflamação, ele gera o desaparecimento das veias. Ceola afirma que existem outras formas terapêuticas, como o laser, mas que ainda não se mostrou superior ao tratamento convencional.

?  O problema é que ele (laser) é doloroso e tem um custo muito superior. Sua indicação é maior para a dermatologia.

Normalmente, após uma sessão de escleroterapia, não são necessários muitos cuidados. É indicado um breve repouso, com pernas e pés elevados, evitar exposição excessiva ao sol (para não manchar) e evitar viagens prolongadas.

Acompanhamento

Mas não pense que basta submeter-se a uma sessão de agulhadas e estará tudo resolvido, para sempre. Há uma tendência ao reaparecimento das microvarizes, até porque o tratamento não elimina os fatores que as desencadeiam.

? É necessário acompanhamento anual pois, por definição, a doença é crônica e progressiva.

Dentre os fatores que ajudam a prevenir a volta das varizes estão: evitar o uso de terapia hormonal, evitar múltiplas gestações, fazer controle adequado de peso, fazer atividade física e, em alguns casos, o uso de meias elásticas. Ainda, sempre que possível, fazer repouso com os pés da cama elevados.

Uma das indicações do especialista é que os tratamentos não devem ser feitos nos meses próximos ao verão. Quando os casos são mais graves e requerem cirurgia, a orientação é que sejam tratados durante o inverno.

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