Ansiedade, estresse, tristeza: você desconta sentimentos na comida?

Você já comeu sem fome alguma? E mais: além de não sentir fome, já comeu de forma mecânica, quase sem nem sentir o sabor do alimento? Se sim, saiba que você pode estar, na verdade, comendo emoções.

– Quando a comida é utilizada para lidar com problemas pessoais, o apetite sentido é considerado como fome emocional. De forma geral, podemos dizer que é a vontade de diminuir a sensação do desconforto emocional por meio da comida, enquanto a fisiológica é a necessidade –  afirma a nutricionista Marcia Daskal.

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Já faz tempo que comer não se limita, apenas, à função nutritiva, mas também tem uma relação muito forte com a vida social. Você encontra as amigas para o almoço, os pais para um café da tarde com direito a doces da padaria, leva os filhos na lanchonete preferida para aproveitarem o domingo – tudo bem. Mas é importante reparar quando essas exceções acabam virando rotina e a comida, uma válvula de escape para o estresse ou sentimentos negativos.

Márcia Daskal explica que esse comportamento pode vir ainda da infância, quando a criança é ensinada a reconhecer afeto no alimento – pais que oferecem comida como expressão de amor ou premiação, por exemplo:

–  Depois disso, ao longo da vida, as pessoas vão perdendo a capacidade natural de comer quando estão com fome e de parar quando satisfeitas, e acabam se desenvolvendo seguindo regras referentes a horários, quantidades e qualidade determinadas por outros, ignorando os sinais de saciedade, intuição e vontade próprias.

Como identificar
Acha que esse pode ser seu caso? Márcia explica que é possível identificar se você sente a chamada fome emocional.

– desejo urgente de comer

– ingestão de alimentos com voracidade ou em grande quantidade

– dificuldade de controlar

– sensação de que nada satisfaz

Como lidar?

Se livre da culpa
Marcia explica que a comida pode ter diversos significados. Muitas pessoas conseguem sentir prazer e culpa ao mesmo tempo.

– Além disso, um cardápio prazeroso é frequentemente associado como não saudável, proibido e engordativo. O fato é que o conceito de “alimentação saudável” não pode ser associado apenas a determinados tipos de alimentos, ou a privações e sacrifícios.

Busque ajuda
Se você identificar esses sintomas e sentir que eles estão influenciando na sua vida, quem sabe está na hora de buscar ajuda profissional, como um psicólogo ou psiquiatra. A nutricionista afirma que entender as próprias emoções é essencial para mudar esse cenário.

Equilibrio
Marcia ainda lembra que uma alimentação balanceada pode ajudar a evitar essas crises compulsivas

– É necessário resgatar o relacionamento mais saudável com a comida, entendendo que o problema não é o ingrediente ingerido, mas o desequilíbrio no consumo dos ingredientes.

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