Aprenda a usar salto sem prejudicar a saúde

Descubra o certo e o errado na hora de usar aquele sapato lindo e altíssimo que você tem no armário

Foto: stock.schng

A beleza às vezes dói – quem nunca disse isso enquanto experimentava um sapato de salto maravilhoso? Pois isso pode ser perigoso para sua saúde. Existem truques, no entanto, para driblar esse problema da melhor forma possível – e alguns saltos são mais saudáveis que outros. Descubra o certo e o errado no universo dos saltos altos:

O ideal: Plataformas com 3 cm de altura ou saltos anabela diminuem os riscos de lesões e são perfeitos para quem precisa encarar as alturas todos os dias. Na hora de escolher, prefira sapatos que deixem o pé mais paralelo ao chão e que tenham solas mais largas – eles dão sustentação e equilíbrio, além de distribuir o peso do pé de forma mais homogênea. Quanto mais macio o sapato, maior seu conforto.

O regular: Saltos retangulares e quadrados ou tipo cone apresentam risco intermediário, pois apresentam maior área de contato com o chão do que os mais finos. A meia plataforma também distribui relativamente bem o peso do corpo sobre o pé. O bico fino (pelo menos nos modelos mais modernos) tem espaço para os dedos se mexerem – faz mal, mas não é dos piores.

O pior: O salto agulha é, disparado, o pior entre os saltos. Para quem não dispensa o saltão fininho, é aconselhável trocar o modelo agulha por um salto fino, que proporciona um pouco mais de equilíbrio. Lembre-se: você nunca deve estar na ponta do pé em cima do sapato. Outro vilão que passa despercebido é (pasmem!) a rasteirinha que, por ser rígida, faz com que o pé absorva todo o impacto com o chão. Geralmente os problemas de saúde causados pela rasterinha são diferentes dos ocasionados pelo salto: ela é responsável por fasceíte plantar, formação de esporão calcâneo e tendinites do tendão de Aquiles.

Dicas para ficar bem no alto:

Compre seus sapatos no fim da tarde ou à noite, horário em que os pés estão mais inchados. Fica mais fácil identificar pares apertados demais.

Experimente sempre o par – ninguém tem os dois pés do mesmo tamanho.

Um salto de 10 cm causa praticamente os mesmos riscos que qualquer um acima de 4 cm.

O sapato não “dá de si”, ele só se deforma, causando calos e unhas encravadas.

Cuidado com terrenos irregulares: eles são os maiores causadores de torsões, fraturas e até ruptura de ligamentos.

Conheça suas limitações: troque os saltos muito altos por plataformas ou saltos de até 3 cm assim que sentir dor.

Se for usar um sapato muito alto, vá até o local do evento de tênis e só coloque o salto na hora de entrar.

Reveze o tipo de salto no dia a dia, para não deixar o pé sempre na mesma posição.

Pés descalços são mais saudáveis que rasteirinha – que, por não ter flexibilidade nenhuma, não se dapata ao terreno.

Entre a ponta do sapato e o dedão do pé, deve haver uma folga de 1 cm.

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