Aumenta a tolerância à dor, ajuda a combater gripes e resfriados e mais: 7 curiosidades sobre o orgasmo

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Camila Maccari, especial

O orgasmo feminino pode ser complexo e depender de muitos fatores, da posição sexual ao clima e da sintonia entre o casal. Para as mulheres, ao que tudo indica, chegar lá exige também uma espécie de comprometimento. Não basta ir para a cama com alguém para ter certeza de que aquela descarga deliciosa de energia vai tomar conta do seu corpo. Uma pesquisa na USP apontou que metade das brasileiras ainda não consegue atingir o clímax.
– Toda mulher pode alcançar o orgasmo, mas para isso é preciso preparação, autoconhecimento, saber exatamente do que gosta na cama e ao que o seu corpo reage e estar completamente entregue ao momento, sem milhares de outras coisas na cabeça – explica a sexóloga Ana Cristina Gehring.
Seja como for, o orgasmo é, por si só, um evento complexo e que traz vários benefícios. Separamos algumas curiosidades sobre o chamado Big O. – e vale saber, segundo a sexóloga Lucia Pesca, que pensar bastante sobre o assunto vai te fazer chegar lá mais rápido.

Álcool: aliado e inimigo

É um fato: aquelas tacinhas de vinho que você toma antes de ir pra cama fazem com que você fique mais desinibida e solta na hora do sexo e, segundo Lucia Pesca, estar à vontade é imprescindível para chegar lá. No entanto, álcool demais piora a resposta sexual. A excitação, a lubrificação e o orgasmo ficam prejudicados. Um estudo realizado pela Universidade de Firenze, na Itália, concluiu que as mulheres que bebem entre um a dois copos de vinho por dia têm mais desejo sexual do que aquelas que não bebem – só não vale exagerar.

Queima gordura e dá um gás na saúde em geral

Não que um orgasmo queime muitas calorias – isso fica a cargo da intensidade do sexo. Mas, conforme Ana Cristina Gehring, chegar ao clímax estimula a produção hormonal de feniletilamina, que reduz a gula e acelera a queima de gordura. Além disso, libera DHEA, um fator antienvelhecimento. O resto do pacote também contribui para o bem-estar e forma uma rede que te deixa bem consigo mesma. Aumenta a serotonina, o hormônio da felicidade, e a ocitocina, o do amor. Além disso, é como suco de laranja: melhora a imunidade estimulando a imunoglobulina A, que combate gripes e resfriados.

É mais fácil se você tem inteligência emocional

Um estudo feito no King’s College de Londres com mais de duas mil mulheres mostrou que aquelas que têm mais habilidade na hora de identificar e expressar os próprios sentimentos – e perceber os de outras pessoas – têm mais orgasmos. Faz bastante sentido, né? Se a gente pensar que um dos segredos para se chegar lá é uma comunicação honesta, pessoas com maior facilidade nesse quesito saem na frente e gozam mais.

Mais tolerância à dor

Durante o clímax, a tolerância à dor chega a ficar 75% maior. Um estudo feito pela Universidade Rutgers, nos Estados Unidos, mostrou que isso acontece porque a área que controla a serotonina no cérebro fica mais ativa e, além de ser um dos neurotransmissores do prazer, também tem efeito analgésico. Outra área, chamada núcleo cuneiforme, também tem um pico de atividade durante o orgasmo, e é essa parte que faz com que a gente administre a dor mentalmente. O combo de atividade cerebral ajuda a explicar por que o clímax aumenta a tolerância à dor – e fica até mais fácil entender quem tem fetiches por certas práticas dolorosas.

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Gozar sozinha é mais fácil

Muito mais mulheres conseguem chegar ao orgasmo sozinhas, mas nem tantas conseguem chegar lá transando com um parceiro. Um estudo feito pela Universidade de Chicago mostra que mais de 70% das mulheres nunca tinha atingido um orgasmo com o parceiro, enquanto mais de 60% delas afirmava não ter problema algum para chegar ao clímax com a masturbação.
– A maioria das mulheres não tem orgasmo vaginal e precisa do estímulo do clitóris, o que acaba sendo deixado de lado pelos parceiros na hora do sexo – explica Lucia.

Clitóris não envelhece

O seu prazer não tem um prazo de validade já que, segundo Ana Cristina, o clitóris segue firme e forte, sem ser afetado pelos anos que passam. Quanto mais idade, maior o equilíbrio: você já vai saber exatamente do que gosta e não ter problema nenhum em falar sobre isso, ao mesmo tempo em que a queda hormonal deixa a vagina mais seca e sensível ao toque. Nada que um bom lubrificante não ajude.

Explore diferentes estímulos

Não é só a penetração ou estímulo do clitóris que podem fazê-la gozar. Pense no seu corpo inteiro como uma zona erógena e explore estímulos na nuca ou na região anal, por exemplo.
– Quanto aos seios, para ter uma ideia, eles ativam a mesma parte do cérebro que o toque no clitóris. O que precisa é entrega, provar a experiência sensorial completa que o sexo é – explica Lucia.

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