Barulho das festas pode prejudicar audição

Fogos de artifício, foguetes, música alta e carros de som: proteja seus ouvidos dos males do final de ano

Foto: Nina Demianenko

A época de festas é uma das mais perigosas para a audição: fogos de artifício, carros de som, foguetes, música dentro de casas, restaurantes e festas. Todo esse barulho pode prejudicar seus ouvidos, se estiver muito perto da fonte de ruído. Aprenda a protejer sua audição – e celebrar o final de ano com alegria.

A fonoaudióloga Isabela Gomes aconselha:

– Ficar longe dos fogos de artifício, carros de som e caixas de som nas festas pode evitar que a audição sofra algum dano. Esses equipamentos têm uma potência alta, que permite ouvi-los a uma grande distância. Então, o melhor é manter-se um pouco mais afastado.

A exposição a sons muito intensos é a segunda causa mais comum de deficiência auditiva, segundo dados da Sociedade Brasileira de Otorrinolaringologia.

– A exposição de pelo menos meia hora por dia em lugares muito barulhentos – não significando somente lugares fechados, mas também nas ruas, em trios elétricos, festas e micaretas – pode contribuir para a perda auditiva gradual, pois os ruídos elevados são capazes de afetar diretamente a audição – conta a fonoaudióloga.

Além da propensão à deficiência auditiva, longos períodos de exposição ao som alto também podem causar de stress, mau humor, ansiedade e hipertensão arterial. Quanto mais repetitivo ou alto for o barulho, maior o dano às células ciliadas da cóclea – responsáveis pela audição sensorial.

O limiar do som saudável é 85 decibéis – equivalente a um grito – mas em shows e festas a música costuma ultrapassar os 100 db. Segundo England’s Royal National Institute of Deaf, três em cada quatro frequentadores de boates estão sujeitos a desenvolver surdez precoce.

Ao longo do tempo, o sujeito acaba descobrindo a deficiência – e isso pode ser só aos 30, 40, 50 ou 60 anos. Como os efeitos do abuso do som alto passam despercebidos por muito tempo, é importante consultar um otrrinolaringologista uma vez ao ano para fazer o diagnóstico.

– O mais importante é procurar um otorrinolaringologista para avaliar se há alguma perda ou complicação e se existe a necessidade de solicitar exames complementares, mais específicos – adverte a especialista.

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