Como é um dia na vida da parteira Mayra Calvette, responsável pelos partos de Gisele Bündchen

Catarinense é porta-voz do parto humanizado

Foto: Ricardo Wolffenbüttel

A enfermeira obstetra Mayra Calvette dá assistência a cinco partos por mês em média. No último dia 15, a Revista Donna acompanhou parte de um desses nascimentos, no Hospital Ilha, em Florianópolis. Na sala de parto, o fotógrafo Ricardo Wolffenbüttel registrou durante cinco horas momentos inesquecíveis para uma família de Florianópolis.

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Mayra passou 12 horas ao lado da funcionária pública Íris Espíndola, de 35 anos, desde as primeiras contrações até o nascimento de Laís. O pai e o irmão mais velho da recém-nascida também estavam na cena.

? Os partos geralmente começam de madrugada ? diz o marido de Mayra, Enrico Ferrari.

Dessa vez, a função começou por volta da meia-noite, quando chegou a primeira mensagem no celular de Mayra alertando sobre o início de trabalho de parto.

Às 4h, a enfermeira já estava a caminho da casa da sua paciente. Lá, acompanhou cada contração, relembrou os exercícios de respiração, respirou junto, mostrou como fazer, sugeriu um banho quente para aliviar a dor, entre outros cuidados.

No meio da manhã, a família foi recebida na sala de parto humanizado da Clínica Ilha, acompanhada por Mayra e pelo obstetra Fernando Pupin, que ficou o tempo todo na retaguarda. Às 13h, Íris não conseguia mais suportar a dor e pediu analgesia. O medicamento faz diminuir o ritmo das contrações, por isso foi preciso também administrar ocitocina, hormônio que induz as contrações.

– Mesmo querendo muito um parto natural, sem anestesia, essa foi a melhor decisão. O parto fluiu melhor – avalia Íris.

Às 15h45min, Laís veio ao mundo na água, num parto de cócoras. O irmão a recebeu. Iris e Wladimir Dalfovo já eram pais de João Henrique – que nasceu há 13 anos no Hospital Universitário (HU), em Florianópolis -, quando decidiram ter mais um filho.Mas dessa vez, Íris queria um parto diferente.

Na água, e não deitada numa cama, posição desconfortável para a parturiente e imposta pelo médico que a atendeu na rede pública na época. Quando João nasceu, ela também sofreu um desnecessário corte de períneo (episiotomia) que a incomodou bastante depois do parto.

Agora, com plano de saúde, a família pôde fazer as suas próprias escolhas. Íris e Wladimir começaram a buscar informações sobre parto humanizado e com algumas indicações chegaram até a enfermeira obstetra Mayra Calvette, que mantém parcerias com os médicos Marcos Leite, Pablo de Queiroz Santos, Fernando Pupin, Roxana Knobel e Alana Faria, e atende no Espaço Binah (4104-2680 e 3209-6658).

– Escolhemos o doutor Fernando para ser nosso obstetra responsável e quando eu disse a ele que seria acompanhada pela Mayra ele até me deu um desconto, justificando que a Mayra pode fazer tudo – conta a funcionária pública.

Apenas os gastos com a internação e o anestesista foram cobertos pelo plano de saúde. O casal teve de bancar os serviços da enfermeira e do médico para que o sonho do parto humanizado na água fosse possível. Se optasse por uma cesariana, o plano de saúde cobriria todos os gastos.

– O trabalho da Mayra é impagável. Indispensável é pouco – conclui Íris.

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