Contra o envelhecimento precoce: conheça alimentos ricos em antioxidantes

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Stefanie Cirne, especial

Se envelhecer naturalmente já é um desafio, ver o corpo se entregar antes do tempo é ainda mais difícil. Infelizmente, a poluição e o estresse cobram desde cedo um preço da pele, do coração e do cérebro – e os danos se agravam com a má alimentação na jogada. Por isso, enriquecer o prato com boas fontes de antioxidantes é essencial: estes alimentos são fundamentais para evitar doenças crônicas e o envelhecimento precoce, e de quebra, deixam o cardápio mais saboroso e colorido.

Para saber como os antioxidantes atuam e onde encontrá-los, conversamos com as nutricionistas Paloma Tusset, mestre em ciências médicas pela UFRGS, e Ana Carolina Bragança, diretora da Clínica Nutrissoma. Acompanhe:

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Anti o quê?

Para entender a importância dos antioxidantes, é preciso saber primeiro o que eles combatem: o desequilíbrio no processo de oxidação. A oxidação ocorre naturalmente a partir da própria respiração, e é o fenômeno que produz os famosos radicais livres. Estas moléculas são importantes para o organismo: entre outras funções, auxiliam o sistema imunológico matando corpos estranhos e prevenindo inflamações. Porém, quando se proliferam em excesso, passam a atuar no envelhecimento, aumentando o risco de doenças.

– Os radicais livres basicamente alteram a estrutura celular – explica a nutricionista Paloma Tusset. – É como se as células sofressem lesões e perdessem a sua funcionalidade normal.

Por esse motivo, os radicais livres são associados a um maior risco de envelhecimento precoce e problemas como câncer, diabetes, doenças cardiovasculares e neurológicas. Consumir produtos gordurosos e industrializados (ricos em conservantes, corantes e açúcares) contribui muito para que os radicais livres se multipliquem no organismo. Outros fatores que favorecem esse processo são a poluição ambiental, o estresse e vícios como o fumo e o consumo exagerado de álcool.

– O envelhecimento vai acontecer de qualquer maneira, mas cuidados como uma boa alimentação e uma vida menos corrida evitam que a ação dos radicais livres seja acelerada – pontua a nutricionista Ana Carolina Bragança.

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Recalibrando o sistema

Os antioxidantes entram em cena para controlar e neutralizar a ação dos radicais livres, evitando que os tecidos sejam danificados. Consumir alimentos com essa propriedade promove uma melhora geral no funcionamento do corpo, especialmente quando a dieta combina várias opções diferentes. Conheça alguns exemplos:

Cúrcuma: a curcumina, que dá a cor amarelada ao tempero, ajuda a prevenir doenças cardiovasculares, gastrointestinais e o diabetes, além de diminuir o risco de câncer. Acredita-se também que a cúrcuma ajude a combater o mal de Alzheimer.

Frutas cítricas: laranja, abacaxi, kiwi e morango são algumas fontes de vitamina C, um antioxidante poderoso.

Frutas e vegetais alaranjados, vermelhos e roxos: alguns antioxidantes funcionam como corantes naturais, sinalizando abertamente os benefícios do alimento. O betacaroteno é um deles: famoso por favorecer o bronzeado, ele está presente no mamão, na abóbora e na cenoura. Já o licopeno origina o tom avermelhado do tomate, da melancia e da goiaba.
As antocianinas se apresentam em um gradiente que vai desde o vermelho intenso (como o da framboesa e da pitanga) até o violeta da amora, da jabuticaba e da berinjela.

Uva roxa: a casca e as sementes da uva contêm cerca de 20 antioxidantes, e essa propriedade é mais potente nas frutas da variedade escura. A pele da uva roxa também é rica em resveratrol, substância que atua no controle dos níveis de colesterol e previne doenças cardiovasculares. Mas atenção: nem por isso o vinho tinto está liberado.
– Se a pessoa tomar mais de três taças por semana, o efeito será pró-oxidante – alerta Paloma. – Costuma-se recomendar o suco integral de uva para se aproveitar o resveratrol sem os malefícios do álcool.

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Vegetais crucíferos: consumir legumes como brócolis, couve, repolho e rabanete ajuda a diminuir o risco de alguns tipos de câncer.

Chá verde: além de energético, a bebida é rica em catequinas, que atuam no controle do colesterol e na manutenção da memória.

Sementes e peixes: o efeito antioxidante da linhaça, da chia e de peixes como o salmão e a sardinha fica por conta do ômega 3, muito importante para a função neurológica e cardiovascular.

Castanha-do-pará: pode continuar comendo duas delas ao dia: a semente nativa é a principal fonte conhecida de selênio, mineral que protege a função cardiovascular e pode ajudar a prevenir o câncer.

Cacau: para a alegria das chocólatras, o cacau é considerado o alimento com a maior quantidade de antioxidantes. Por outro lado, isso significa optar pela variedade amarga: o chocolate ao leite e o chocolate branco são pró-oxidantes devido ao alto teor de gordura e açúcar.
– A partir de 60% de cacau na composição, já se pode considerá-lo um chocolate que traz benefícios ao organismo – afirma Ana Carolina.

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