Dia do Silêncio: os benefícios da quietude e 4 dicas práticas para ter mais bem-estar

Fotos: Pexels e Pixabay
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Com o avanço da tecnologia, a gente experimenta cada vez mais um mundo cheio de estímulos e indiscutivelmente ruidoso. São diferentes mídias reproduzindo toques, alertas, notificações, vídeos, músicas e bipes para chamar nossa atenção.

Vários estudos comprovam que esta poluição sonora, por exemplo, está relacionada diretamente com os altos níveis de estresse da vida moderna. E isso traz sintomas como problemas no sono, dificuldades de concentração, doenças cardiovasculares e até distúrbios digestivos (você que tem o hábito de comer em ambiente barulhento sabe do que estamos falando).

Então, neste dia 7 de maio, comemora-se o Dia do Silêncio. A origem da data não é um consenso, mas seu objetivo é claro: convidar as pessoas a tirar um tempo durante o dia para desfrutar do total silêncio.

Convidamos a instrutora de mindfulness Ane Saraiva, fundadora da Sati Consciência Plena: Escola de Mindfulness e Florescimento Humano, para explicar os benefícios do silêncio no seu bem-estar e dar dicas práticas de como levar esse bom hábito para os outros 364 dias do ano.

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Os benefícios da redução de ruídos podem ser percebidos a partir de pequenos momentos de quietude.

– Você pode experimentar breves intervalos de silêncio alternados ao longo do dia. Isso irá proporcionar a sensação de relaxamento, como a diminuição da pressão arterial, da agitação corporal e mental, além de disparar novas conexões neurais – afirma.

Ane diz que muitas pessoas acreditam equivocadamente que o cérebro fica inativo quando não está recebendo nenhum estímulo sensorial.

Além dos aspectos fisiológicos, existe o comportamental também impactado por este hábito.

– Ter um estilo de vida menos ruidoso nos proporciona uma vida mais reflexiva, conectada através do pensamento profundo. Mas isso não significa ficar pensando freneticamente na nossa agenda, e sim de escutar a si mesmo, o próprio corpo, sentimentos… Essas sensações estão sendo oferecidas, produzidas e experimentadas pela gente o tempo inteiro, incessantemente.

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De forma prática para a vida: não é preciso realizar uma mudança drástica, partir para um isolamento completo, inclusive porque nossa mente não aguenta muito tempo em silêncio absoluto. Ele entra em um modo onde fica incansavelmente buscando por estímulos sonoros. Mas podemos adotar algumas práticas para trazer bem-estar no dia a dia.

(1) Encontre uma brecha de tempo para ficar em silêncio
É importante estabelecer um período no dia para adotar essas práticas. Conforme vamos experimentando e gostando, aprovando os benefícios de trazer isso para a nossa rotina, a gente pode ir aumentando esses períodos então (como uma hora).

(2) Tente reduzir o número de estímulos
Tais como deixar a TV ligada, ouvir música o tempo todo, assistir vídeos. Depois, tente não levar estes estímulos a todos os lugares. Evite fazer várias coisas ao mesmo tempo. Não leve o celular junto a qualquer lugar, como quando for tomar banho ou quando estiver cozinhando ou comendo. A gente se distrai com essas mídias. Em vez de colocar um ruído artificial, use os sons que se apresentam de forma espontânea naquele momento da vida.

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(3) Experimente reduzir a quantidade de ruídos ao realizar as tarefas,
como fechar as portas com mais cuidado em vez de batê-las fazendo barulho. Tente manusear os utensílios com mais cuidado, como panelas ou louças. Experimente pisar no chão de maneira mais suave e silenciosa ao andar, como se estivesse querendo evitar acordar uma pessoa. Tente levar isso para o restante do dia. Esse tipo de prática, além de ser um cuidado e respeito quando se trabalha em equipe ou se mora com mais pessoas, é um autocuidado, que promove bem-estar, autoconfiança, amor próprio.

(4) Proponha-se a mais ouvir do que falar.
Assim, a gente pode desenvolver a habilidade não só de ouvir, mas de compreender o mundo. Ouvir a nós mesmos para conseguir ter um estilo de vida mais introspectivo. A gente percebe um estilo de vida mais angustiante, que pode estar relacionado ao volume de estímulos e barulhos que a gente consome. Ao silenciar estes ruídos externos, a gente evidencia os internos. Estar em paz com os próprios pensamentos é um desafio. Nem todas as pessoas estão dispostas a ter esse nível de intimidade, por isso buscam estímulos e barulho como forma de distração. Nos não nos sentimos bem quando estamos sozinhos com nós mesmos. por isso buscamos coisas fora de nós, com a ideia de nos completarmos (quase como a ideia do A Falta que a Falta Faz).

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