Jornalista é alvo de ataques por compartilhar fotos de biquíni na internet

Foto: Instagram, reprodução
Foto: Instagram, reprodução

Exibir o corpo real nas redes sociais é difícil para muitas mulheres, mas para a jornalista Miriam Bottan, de 30 anos, foi uma forma de compartilhar sua história e também apoiar outras mulheres. Com mais de 150 mil seguidores e posts que variam entre fotos e mensagens de apoio, as críticas e ataques de outros usuários são rotina.

Os trechos na primeira foto são de comentários feitos no meu perfil por um rapaz surfista que estava seminu em 99% das fotos de seu próprio perfil. . É bem chato que ainda hoje tanta gente ache que o corpo da mulher só pode ser visto como um objeto sexual que não merece o ocupar o mundo da mesma forma que o corpo de um homem. . Mas pedindo perdão adiantado pelo palavreado, só gostaria de esclarecer que a gente vai usar biquíni até na casa do c🤡r🤡lho se a gente quiser, e que inclusive a cada novo dia a gente se importa menos com a opinião de gente ignorante, preconceituosa e machista. Obrigada. 💜🌈🌞 . 💔 O post original, com quase 55 mil likes e 3 mil comentários, foi removido pelo Instagram hoje cedo. A segunda foto mostra que não foi por infringir regras de palavras impróprias, já que posts de “humor” 🤢 podem conter 5x a mesma palavra e continuar no ar com milhares de likes. Mas a terceira foto nos dá a resposta: parece que por aqui o ódio vence, com o apoio da plataforma. . Provavelmente foi obra de denúncia em massa. Faz um tempo eu pedi ajuda para conseguir uma conta verificada e me proteger desse tipo de ataque, mas não obtive resposta. Se algum dia esse perfil sumir, podem cobrar diretamente do @instagram, que escolhe silenciar e não proteger ou dar ao menos uma simples resposta a mulheres que lutam por respeito. . . ‼️Atualização: o post original já voltou ao ar! 🎉 Obrigada a todos pelo apoio! Mas vou deixar esse aqui só pra gente não esquecer mesmo. ✊🏻 . #mulher #whoruntheworld #meucorpoperfeito #putapreguiça

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“Comentários feitos no meu perfil por um rapaz surfista que estava seminu em 99% das fotos de seu próprio perfil. É bem chato que ainda hoje tanta gente ache que o corpo da mulher só pode ser visto como um objeto sexual que não merece o ocupar o mundo da mesma forma que o corpo de um homem”, desabafou Miriam em uma postagem que alcançou mais de 20 mil curtidas e 900 comentários.

Aos 30 anos, ela é uma mulher saudável, que se alimenta bem e pratica exercícios físicos. Mas, aos 13 anos, quando começou a desenvolver bulimia nervosa, a situação era bem diferente. Participando de concursos de beleza desde os 5 anos, o psicológico da menina era moldado a repelir tudo o que pudesse lhe fazer engordar. Depois da bulimia, Miriam ainda desenvolveu ortorexia, uma obsessão prejudicial por alimentos saudáveis.

Enfrentar um vício tem muito a ver com não tapar os olhos e os ouvidos para a situação, ter consciência do que está acontecendo. . Um analgésico existe para aliviar uma dor momentânea, e uma sensação de prazer acontece por esse alívio. Mas se você tem uma dor crônica, ele pode virar uma fonte de prazer e assim se transformar num vício. Só que a saída para a dor crônica não é ficar viciado naquilo que a alivia momentaneamente, e sim buscar o tratamento que resolva o problema na raiz. . O prazer que a comida gera é um truque do corpo para que você não esqueça de se alimentar. Mas ele não é o objetivo, é uma consequência. Buscar na comida o prazer que não estamos sentindo na vida não é a saída, precisamos resolver o problema real, na raiz. E nesse caso, o tratamento é a terapia. . Só assim a gente vai conseguir olhar para a comida com carinho, escolher com calma o que tem mais sentido para a saúde do corpo e da mente, e comer alimentos mais prazerosos (açúcar) sem perder o controle completamente. . A batalha não é contra a comida, muito menos contra a balança. É contra os seus fantasmas! Tenta, marca a terapia e joga luz neles pra ver se eles não vazam! Depois me conta! 💕 #projetovidão . #anorexia #bulimia #transtornosalimentares #autoimagem

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A melhora da situação deu-se apenas ao 28 anos, momento em que, além de estabilizar sua saúde, ela percebeu a falta de apoio e informações acessíveis às adolescentes, foi então que decidiu começar a compartilhar sua rotina e seu corpo real no Instagram. Além do perfil de fotos, a jornalista mantém um grupo fechado no Facebook para um contato mais próximo com as seguidoras que passam ou já passaram pelos mesmo desafios.

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