Low carb/high fat: rica em gordura, pobre em carboidratos, veja como funciona a dieta do momento

Fotos: Pixabay
Fotos: Pixabay

Camila Maccari, especial

Você já deve ter ouvido falar que diminuir os carboidratos pode ser a chave para o sucesso no emagrecimento – e dietas assim são famosas por oferecerem um resultado mais rápido do que outras. Mas e o que você acharia se alguém dissesse que, aliado às proteínas, o consumo de gorduras poderia potencializar ainda mais a perda de peso?

As dietas low carb/high fat (pouco carboidrato/muita gordura), também conhecidas como LCHF estão fazendo cada vez mais sucesso entre blogueiras fitness e celebridades como a atriz Deborah Secco: a atriz revelou que voltou à forma depois da gravidez comendo muito bife com queijo, cardápio associado ao jejum intermitente, com intervalos de até 23 horas sem comer.

Para entender as vantagens e as desvantagens da prática, a nutróloga da All Clinik Flavia Pinho e a nutricionista Bruna Brufatto indicam as características do processo.

olive-oil-968657_960_720

LOW CARB

A importância de reduzir o máximo possível o carboidrato é destacada pelas especialistas para a dieta funcionar.

– É esse nutriente que se transforma em glicose; quando em excesso, vira tecido adiposo. Já a gordura não tem esse poder: não interfere em nada no nosso organismo, é uma espécie de energia limpa – destaca Bruna.

É como se o organismo sofresse uma desintoxicação e reaprendesse como funcionar, afirma Flavia.

– O organismo percebe que não temos um combustível disponível o tempo todo na alimentação e que precisa usar os próprios estoques de energias.

A nutróloga ainda lembra que, apesar da diminuição drástica, a pessoa não corta completamente os carboidratos.

– O abacate, por exemplo, é uma fonte de gordura boa que também tem carboidratos, assim como as oleaginosas como castanhas, por exemplo.

cheese-1703598_960_720

HIGH FAT

Esse tipo de dieta requer uma mudança de hábitos de vida. Enquanto a Atkins também prevê o aumento do consumo de gorduras e é formatada por fases (indução, perda de peso continuada, pré manutenção e manutenção), na LCHF você não abandona a nova forma de se alimentar depois que atingir o objetivo. Por isso, a ideia é que você tenha a alimentação mais limpa possível.

– Consuma “comida de verdade”, o que exclui, por exemplo, os embutidos. Esses alimentos têm taxas altíssimas de conservantes – explica.

Ou seja, as gorduras devem vir de carnes, salmão, azeite de oliva, queijos, oleaginosas e algumas frutas como coco e abacate, entre outros.

O próprio corpo sabe quando a quantidade de gordura vira muita gordura na alimentação, explica Bruna, porque fica mais satisfeito e passa a recusar outros alimentos.

SACIEDADE

Um dos pontos dessa dieta é que você come quando tem fome, destaca a nutróloga Flávia Pinho:
– A pessoa fica saciada com muita facilidade e deixa de ficar tão voraz. No início, pode ser que você sinta mais fome, mas, conforme o passar do tempo, a regra de comer de três em três horas não vai mais fazer sentido. A gordura sacia muito mais.

Leia também
:: Musa fitness do Instagram, Bella Falconi conta como chegou na dieta do equilíbrio
:: Giovanna Antonelli conta que abandonou as dietas: “Na minha vida, não existe mais”

ALERTA VERMELHO

As especialistas lembram que, como em qualquer dieta restritiva (isto é, que limita o consumo de determinados nutrientes), é necessário conversar com um profissional da área médica e fazer um check up que não aponte problemas de saúde.

– Pessoas que estejam com problemas renais ou hepáticos não devem fazer, nem as que têm diabetes tipo 1, pois elas precisam de mais carboidrato que o permitido – explica Flavia.

Esse tipo de cardápio também não é indicado para pessoas com o índice de massa corporal baixo ou normal, ou seja, abaixo de 26.

– O organismo usa o tecido adiposo rapidamente como fonte de energia. Quando a pessoa não tem excesso suficiente, o corpo gasta energia do músculo, o que é ruim – diz Bruna.

Nesse caso, apenas uma redução na quantidade de carboidratos e o aumento de proteínas é indicado.

steak-353115_960_720

O QUE SE COME

Carnes de qualquer tipo estão liberadas, bem como peixes (evite o preparo empanado). Ovos de todos as formas (cozidos, fritos e em omeletes). Manteiga, óleos de oliva e coco, nata e creme de leite, bem como laticínios integrais e oleaginosas são permitidos. Frutas não são a opção mais requerida por aqui. Além do abacate, Flavia indica o consumo de frutas vermelhas, que têm pouco carboidrato. Para ajudar a visualizar essa dieta, a nutróloga dá dicas da rotina de um cardápio de um dia.

• Café da manhã
Ovos mexidos. Aqui você pode variar o complemento: acompanhe com queijo, cebola, tomates, salsinha e bacon, mas vá com parcimônia: tenha cuidado com os embutidos, que não podem ser consumidos em excesso.

• Almoço
Carne. Uma porção de carne vermelha ou de frango e peixes como salmão, acompanhado por salada verde com queijo, castanhas e azeite de oliva.

• Lanche da tarde
Aqui as opções são várias: uma fatia de queijo amarelo, um pedaço de coco, alguns morangos com creme de leite, mix de oleaginosas, creme de abacate com creme de leite ou leite de coco – quem, sabe uma vitamina?

• Jantar
Pode repetir o almoço, mudando ou não a proteína, ou apostar em um omelete com os itens permitidos na dieta.

Leia mais
:: Dieta da definição: conheça o método que promete emagrecer e melhorar os efeitos da malhação
:: Descubra os benefícios de colocar “gorduras boas” na sua dieta

As últimas do Donna
Comente

Hot no Donna