Ministério da Saúde lança campanha de atenção às mulheres lésbicas e bissexuais

O Ministério da Saúde lançou na última semana uma campanha com foco na saúde das mulheres lésbicas e bissexuais. A mobilização, de caráter informativo, tem por objetivo acabar com o atendimento ginecológico baseado no pressuposto de que todas as mulheres são heterossexuais ou precisam de atenção ligada à reprodução.

Segundo o Ministério da Saúde, entre os desafios do atendimento estão a crença equivocada de que as mulheres lésbicas não têm risco de desenvolver cânceres de mama e de colo de útero e a oferta de anticoncepcionais e preservativos masculinos. A campanha distribuirá cartazes e folders para informar profissionais da saúde sobre as especificidades desta população.

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Além disso, o ministro da Saúde, Arthur Chioro, destacou a importância de abordar o assunto na formação dos profissionais e na educação continuada de quem já trabalha no setor de saúde. De acordo com o ministro, o ministério tem indícios de que as mulheres lésbicas são menos acolhidas que as demais na prevenção e tratamento dos cânceres de colo de útero e de mama.

— Não podemos aceitar nenhuma forma de exclusão —, afirmou Chioro.

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Para a enfermeira e militante Carmem Lúcia, as mulheres lésbicas são extremamente invisíveis na sociedade.

— As pessoas pensam que todos são heterossexuais. Se você não afirma sua lesbianidade ou seu lugar diferente, não tem direitos ou cuidados específicos —, disse.

Com o slogan Cuidar da Saúde de Todos. Faz Bem para a Saúde das Mulheres Lésbicas e Bissexuais. Faz bem para o Brasil, a campanha é uma parceria entre o Ministério da Saúde, Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República e Secretaria de Políticas para Mulheres da Presidência da República. Saiba mais no site www.saude.gov.br/saudelgbt.

 

* Agência Brasil

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