Mulheres que engravidam depois dos 40 têm maior risco de sofrer ataque cardíaco e derrame

(Ricardo Chaves/Agência RBS)
(Ricardo Chaves/Agência RBS)

Não é de hoje que a comunidade médica alerta mulheres que engravidam depois do 30, por ser um período em que elas estão propensar a uma gestação de risco. Desta vez, uma pesquisa realizada pela Associação Americana do Coração, ONG que trabalha para a dimuição dos riscos de doenças cardíacas, divulgou uma pesquisa que serve de alerta. O estudo mostrou que o risco de acidente vascular cerebral isquêmico (AVC) é 2,4% para mulheres jovens e de 3,8% em mulheres que engravidam depois dos 40 anos. As informações são do jornal The Guardian

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— Nós já sabíamos que as mulheres mais velhas eram mais propensas do que as mais jovens a ter problemas de saúde durante a gravidez. Agora, nós sabemos das consequências de adiar a gestação. Mulheres com uma gravidez tardia precisam estar cientes de seu risco aumentado e tomar medidas para melhorar a sua saúde cardiovascular — disse Prof. Adnan Qureshi, pesquisador-chefe e diretor do Zeenat Qureshi Institute, em Minnesota.

(Arte/Agência RBS)

(Arte/Agência RBS)

O levantamento sugere que mulheres que adiam a gravidez para depois dos 40 anos estão mais propensas a sofrerem um ataque cardíaco e AVC do que aquelas que têm filhos mais jovens. O estudo, apresentado nesta quinta-feira em Los Angeles, Estados Unidos, examinou dados de 72 mil mulheres, das quais mais de três mil ficaram grávidas perto da meia idade. Depois de comparar as taxas de incidência de AVC e ataque cardíaco dos últimos 12 anos, eles descobriram que a porcentagem era de 2,4 para mulheres mais jovens, enquanto o número ficava em 3,8% do total em mulheres mais velhas.

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O risco de acidente cardiovascular hemorrágico, quando há o rompimente de um vaso cerebral e tem o risco de morte aumentado, é de 0,5 em mães mais jovens e de 1% nas mais velhas.

— Os médicos também precisam permanecer vigilantes e monitorar os fatores de risco dessas mulheres através de exame físico e, talvez mais testes e intervenções para prevenir acidente vascular cerebral e outros eventos cardiovasculares — alertou Qureshi.

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