Mulheres que ganham mais se sentem menos saudáveis, segundo pesquisa

Fonte: Free Images
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Salário alto, saúde em baixa. Uma nova pesquisa aponta a relação entre altos salários recebidos por mulheres e a baixa qualidade de vida. No levantamento da professora de saúde Meghan FitzGerald, publicada em janeiro na Harvard Business Review, as americanas que mais sofriam com insônia e abuso de álcool eram também as mais qualificadas.

A pesquisa foi feita com base em 369 entrevistas com mulheres que trabalham em empresas listadas nas 500 maiores dos Estados Unidos, em diversos cargos, desde assistentes até executivas. Os resultados foram analisados usando variáveis como idade, status de relacionamento e etnias.

Os resultados mostraram que, quanto mais altos os salários e níveis de educação, vários indicadores de saúde também crescem. Por exemplo, mulheres com mais formação têm menos probabilidade de estar acima do peso e de beber em excesso, assim como mais chances de dormir ao menos 6 horas por noite. Os níveis de estresse também são mais baixos.

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Em uma escala de um a cinco, mulheres que ganham mais apontaram níveis menores de saúde em pesquisa

Ao mesmo tempo, quando perguntadas diretamente sobre sua saúde, as mulheres com salários mais altos, disseram se sentir menos saudáveis.  Segundo Meghan, uma das principais razões é que essas profissionais não têm tempo para cuidar da saúde. Isso porque, quanto mais elas ganham, mais trabalham: 50% das entrevistadas disseram que ficam no escritório por mais de 50 horas na semana, além de levar tarefas para casa. As 5% com salários mais altos chegam a trabalhar mais de 70 horas por semana.

Sendo assim, 48% delas não tinham tempo para ir ao médico. Em relação a exercícios, 56% disseram fazer alguma atividade duas vezes por semana ou menos e 25% não haviam se exercitado no último mês. Várias também falaram que, apesar de não estarem acima do peso, não estavam satisfeitas com os seus corpos. 30% apontaram o estresse como principal culpado para as variações de peso. Outro ponto importante: 26% haviam tomado remédios para ansiedade ou para dormir no último ano.

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Sobre o álcool, a pesquisa revelou que mulheres com salários mais altos bebem com mais frequência do que as com salários menores. Porém, elas também tomam menos copos ou drinks. A diferença é que elas se preocupam mais: empresárias com salários de milhões de doláres declararam várias vezes que achavam que bebiam demais.

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