Na região Sul, cerca de 50% dos homens têm disfunção erétil

Por preconceito, vergonha, ou falta de acesso, eles resistem em procurar ajuda médica

Disfunção erétil é a principal queixa masculina referente à sexualidade
Disfunção erétil é a principal queixa masculina referente à sexualidade Foto: Stock Photos

Cerca de 50,7% dos homens acima de 18 anos da região Sul do Brasil apresentaram algum grau de disfunção erétil. O índice é superior à média nacional de 44%. Os dados foram levantados após a passagem da caravana itinerante por 22 cidades brasileiras, que atendeu 9.982 homens, por meio da iniciativa Movimento pela Saúde Masculina, da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU).

No Sul, foram atendidos 1.322 homens em Porto Alegre, Florianópolis e Curitiba. Desses, 670 se queixaram de sintomas de disfunção erétil. O levantamento também apontou que a disfunção erétil é a principal queixa masculina referente à sexualidade.

Em alguns casos, a disfunção erétil é um indicativo de outras doenças doenças, que podem comprometer a saúde masculina. De acordo com o levantamento, dos 4.392 homens com algum grau de disfunção erétil, cerca de 56% deles afirmaram ser hipertensos, 19% diabéticos, 13% têm colesterol alto e, ainda, 12% deles são cardíacos.

? Isso só comprova a preocupação que a SBU sempre teve em relação à doença. Além de afetar a autoestima masculina e prejudicar os relacionamentos afetivos, geralmente, a disfunção erétil pode estar relacionada a outros males e, portanto, os médicos, independente da especialidade, devem conversar com os seus pacientes e investigar com muita atenção as causas da doença ? esclarece o presidente da Sociedade Brasileira de Urologia, Modesto Jacobino.

Ajuda médica

Por preconceito, vergonha, ou falta de acesso, os homens brasileiros resistem em procurar ajuda médica. Apenas 23% dos homens com algum tipo de disfunção fazem acompanhamento regular com urologistas.

O levantamento também identificou uma característica preocupante: a automedicação. Cerca de 9%, que representa 338 homens, relataram que tomam regularmente medicamentos para disfunção erétil, sendo que 57% o fazem sem a orientação médica. Outros 925 homens (22%) afirmaram que já tomaram medicamentos, 70% deles sem orientação.

Outros fatores que devem ser levados em consideração são as atividades físicas e o tabagismo. Apenas 31% dos homens com disfunção erétil praticam atividades físicas regularmente e 14% são fumantes.

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