Pesquisa aponta que jovens brasileiras são as que mais esquecem de tomar a pílula

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Criados em um mundo hiperdinâmico, os millennials – jovens adultos entre 20 e 35 anos – já se acostumaram a ser multitarefas. Mas o que é vantagem por um lado, cobra um preço pelo outro: com tantas atividades para coordenar ao mesmo tempo, essa geração está cada vez mais estressada. Entre as mulheres, o resultado dessa tensão vem sendo o esquecimento de atividades cotidianas – inclusive de hábitos importantes, como tomar a pílula anticoncepcional.

O fato inspirou a pesquisa Millennials e Contracepção – Por que nos esquecemos?, conduzida pela empresa farmacêutica Bayer em nove países. Divulgado no fim de setembro, o estudo ouviu usuárias da pílula entre 21 e 29 anos e concluiu que, em média, 39% delas esqueceram o anticoncepcional pelo menos uma vez no último mês. No Brasil, porém, este índice saltou para 58% – o mais alto entre os países pesquisados. Considerando-se os esquecimentos no último ano, o número sobe para 89% entre as brasileiras, para quem a correria do dia a dia contribui para o uso irregular da pílula.

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Não tomar o anticoncepcional no mesmo horário todos os dias (32%) e não deixá-lo em um lugar visível (21%) foram apontados como os principais motivos do esquecimento pelas mulheres no país. Os dados do estudo indicam hábitos arriscados: seis em cada dez brasileiras (58%) disseram não tomar o anticoncepcional no mesmo horário todos os dias, e quase 40% delas não acha necessário este cuidado. Preocupa também que apenas 6% das entrevistadas combinem a pílula ao uso da camisinha – tendência que vai diminuindo conforme a idade das mulheres aumenta. A dificuldade de tomar o anticoncepcional corretamente já levou 74% das brasileiras a considerar outros métodos contraceptivos, como o dispositivo intrauterino (DIU), o segundo mais popular no país.

Segundo o IBGE, mais de 16 milhões de brasileiras se situam na faixa entre 20 e 29 anos. A pesquisa da Bayer teve como objetivo chamar atenção para o Dia Mundial da Prevenção da Gravidez Não Planejada (26 de setembro) e, no Brasil, teve o apoio do Departamento de Ginecologia da Escola Paulista de Medicina da UNIFESP.

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