Por que é tão importante conhecer o próprio corpo para chegar ao orgasmo

O orgasmo pode ser considerado uma das grandes questões quando o assunto é o sexo, principalmente, quando falamos das mulheres. Dados do Programa de Estudos em Sexualidade da USP revelam que 26% das mulheres brasileiras nunca tiveram um orgasmo, enquanto para os homens, o percentual é dez vezes menor, entre 2% e 3%. Segundo a sexóloga Carla Cecarello, um dos principais motivos que dificulta a mulher a ter uma vida sexual satisfatória e atingir o orgasmo, muitas vezes, é a falta de conhecimento do próprio corpo.

— Apesar do funcionamento do organismo feminino ser complexo, ele é muito semelhante a uma máquina. E para manuseá-lo é preciso conhecer seu funcionamento — pontua.

E se sentir o orgasmo é bom, não senti-lo pode ser ruim, na mesma proporção. O acúmulo dessa energia pode causar irritabilidade, impaciência, intolerância e nervosismo, de acordo com Carmita Abdo sexóloga fundadora e coordenadora geral do ProSex (Projeto de Sexualidade do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo) em entrevista à revista Donna. Conhecer o próprio corpo é fundamental para que se possa “chegar lá”.

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O orgasmo vem através do estímulo, principalmente, do clitóris, mas isso pode variar de acordo com as preferências da mulher. Há quem prefira preliminares prolongadas; outras encontram na penetração o maior prazer. Um dos fatores mais importantes para atingir o orgasmo é saber o que proporciona mais prazer na hora do sexo. Para a sexóloga Carla Cecarello, o “ponto G” tem um papel fundamental na busca pelo orgasmo. Onde fica?

— É como se a pessoa pegasse o canal da vagina, que contém, normalmente, entre 7 e 8 centímetros quando a mulher não está excitada, e dividisse esse tamanho em três partes iguais. Então, coloque o dedo dentro do canal vaginal e quando chegar na ‘segunda metade’ da vagina deve-se ‘puxar’ o dedo para frente, encontrado o ponto G”.

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Segundo Carmita, o ciclo sexual é composto de três fases: desejo, excitação e orgasmo. Enquanto o orgasmo é o clímax – não necessariamente o fim –, o desejo é o princípio do ato sexual. Este ciclo funciona de acordo com o estímulo sexual que vai gerar o famoso tesão. A anatomia do corpo feminino é igual para todas, no entanto, cada mulher sente o sexo de maneira diferente. E como descobrir? Masturbação é a resposta.

— É difícil atingir o orgasmo estimulando apenas o ponto G da mulher, pois ele não é o responsável pelo o orgasmo. O responsável pela obtenção do prazer feminino é o clitóris. O ponto G ajuda para que a mulher fique excitada, mas não é por meio dele que se atinge o clímax — observa Carla.

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