Por que as mulheres têm compulsão por açúcar – e como consumir sem exageros

* Por Camila Maccari, Especial

Você é daquelas que, vez ou outra, não abre mão de um docinho no fim do dia? Saiba que esse hábito é compartilhado pela maioria dos brasileiros. Principalmente das brasileiras. Uma pesquisa encomendada pela campanha Doce Equilíbrio, iniciativa da União da Indústria da Cana-de-açúcar, revelou que 71% dos 1.199 entrevistados consomem alimentos açucarados habitualmente. Entre eles, 53,5% são mulheres. Descubra por que o doce é tão importante para o paladar nacional e saiba como consumir açúcar sem exagerar na dose.

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A culpa é dos nossos avós

O paladar é uma construção cultural e histórica – e a nossa preferência por alimentos adocicados também. O antropólogo Raul Lody, que integra a campanha Doce Equilíbrio*, afirma que o açúcar está na base da nossa formação social desde os tempos de Império, quando o país era o maior produtor de cana do mundo e que está para o brasileiro assim como a pimenta para o mexicano.

Ou dos hormônios

Sabe aquela vontade louca de atacar um chocolate durante a TPM? A oscilação hormonal que antecede a menstruação pode ser um motivo a mais para as mulheres consumirem açúcar. O endocrinologista Marcio Mancini, Chefe do Grupo de Obesidade e Síndrome Metabólica do Hospital das Clínicas da USP, explica que, nesse período, despencam os níveis de serotonina, substância responsável pela sensação de bem-estar. Para compensar, a resposta de nosso organismo é o desejo por carboidratos, especialmente doces, que aumentam os níveis do hormônio.

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Elas preferem chocolate

A pesquisa revelou que o açúcar é o preferido de 85% dos entrevistados e que 88% adoçam o chá ou o café. Mais: 26% ainda afirmam que comem alimentos açucarados todos os dias. O chocolate é o doce preferido entre 37% das mulheres.

É preciso moderar

A Organização Mundial de saúde é enfática: precisamos reduzir o consumo de açúcar. Na diretriz Ingestão de açúcar por adulto e criança, divulgada em 2015, a OMS recomenda que o consumo seja inferior a 10% do gasto calórico diário – a sugestão é que não ultrapasse os 5%: ou seja 100 calorias em uma dieta de 2 mil calorias, o que equivale a cinco colheres de chá por dia.

 

Questão de equilíbrio

Se você não dispensa um doce, o segredo é encontrar o equilíbrio. Confira as dicas da nutricionista Bruna Bruffato:

Sem pressa

Se bateu a vontade pelo doce, não corra para realizar seu desejo. Primeiro, coma uma fruta com baixo índice glicêmico, como maçã ou pera: isso faz com que o organismo absorva menos açúcar. Uma dica extra é não retirar as cascas, que são ricas em fibras e aumentam a sensação de saciedade. Assim, chance de parar no primeiro chocolate é maior.

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Troca-troca

No dia a dia, tente fazer substituições. Existem opções mais saudáveis do que o açúcar branco, como o de coco e o mascavo. São versões mais nutritivas que não passam pelo processo químico que transforma açúcar refinado em caloria vazia – que não traz nenhum nutriente para o corpo. Mas fique atenta porque essas outras versões não são menos calóricas.

Mais exercício

Atividades físicas elevam o gasto calórico diário – o que, automaticamente, aumenta a quantidade de açúcar que você pode consumir. Além disso, um bombom antes de uma corrida, por exemplo, vai funcionar como fonte de energia. Você vai até render mais.

 

* Fonte: pesquisa realizada no Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, em São Paulo, a pedido da campanha Doce Equilíbrio, uma iniciativa da União da Indústria da Cana-de-açúcar

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