Profissão do pai pode aumentar o risco de doenças genéticas da criança

Artistas, fotógrafos, paisagistas e trabalhadores com gás e petróleo estão no grupo de risco

Foto: Stock Photos

O tipo de profissão do pai pode aumentar o risco de doenças genéticas de seus filhos, sugere o estudo publicado na revista “Occupational and Environmental Medicine”. Segundo o estudo, algumas profissões estariam no grupo de risco e, cada uma, estaria associada a tipos específicos de anomalias: artistas (boca, olhos, orelhas, intestino, braços, pernas e coração); fotógrafo (catarata, glaucoma, ausência ou insuficiência de tecido ocular); motorista (ausência ou insuficiência do tecido ocular, glaucoma); paisagista (problemas no intestino).

A descoberta se baseia em dados do Estudo de Prevenção de Defeitos Congênitos dos Estados Unidos, o qual investiga uma gama de fatores de risco na população. No banco de dados, foi possível conseguir o histórico de profissões de mil pais que tiveram uma criança com uma ou mais defeitos congênitos. Também foram pesquisados os históricos de quatro mil pais cujos filhos não tinham anomalias. Foram analisados os casos de nascimentos de deficientes, assim como dos abortos causados pela anomalia.

As carreiras foram classificadas em 63 grupos, e entre eles, os dos que expunham o indivíduo a químicos ou a outros perigos durante o trabalho. A classificação foi definida pelas ocupações dos pais entre três meses antes da concepção e até o primeiro mês de gravidez, período considerado crítico para suscetibilidade de danos transmitidos pelo esperma do pai.

Mais de 90% dos pais tiveram apenas uma ocupação durante este período de quatro meses. A maioria era de gestão, vendas e indústria imobiliária. As análises mostraram que quase um terço das profissões não estavam associadas com o aumento de risco de doenças congênitas. Neste grupo, estão arquitetos e designers; profissionais de saúde, bombeiros, pescadores, motoristas, apresentadores, soldadores, pintores, mergulhadores, entre outros.

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