Próteses de silicone da PIP são apreendidas no Paraná

Estoque de 10.680 próteses foram recolhidos na sede da empresa EMI

A Vigilância Sanitária do Paraná apreendeu nesta sexta-feira 10.680 próteses de silicone para seios da Poly Implants Protheses (PIP) na sede da empresa EMI, única importadora e distribuidora da marca francesa no Brasil.  

O material equivale ao estoque restante da empresa, com sede em Almirante Tamandaré, região metropolitana de Curitiba. De acordo com a Vigilância Sanitária do Paraná, a empresa não funciona desde a semana passada.  

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) já havia determinado o recolhimento das próteses estocadas. Agora, a vigilância sanitária paranaense aguarda orientação da Anvisa para o descarte dos implantes. Equipe da Anvisa e representantes da EMI estão reunidos hoje, em Brasília, para definir o processo. O método mais usado de descarte é a incineração.  

O chefe da Vigilância Sanitária do Paraná, Paulo Costa Santana, disse que 30 amostras do material recolhido foram encaminhadas para análise laboratorial da Anvisa, a fim de verificar se estão fora do padrão de qualidade.  

Ao todo, a EMI importou mais de 34,6 mil próteses da PIP, sendo que 24.534 foram vendidas. Estima-se que 12 mil mulheres têm implantes da marca. Desde abril de 2010, está proibido o uso dos implantes de seio da PIP.  

Depois das autoridades sanitárias da França declararem que as próteses da marca têm silicone não autorizado e risco maior de romper ou vazar, a Anvisa cancelou o registro do produto no Brasil.

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