Cientista australiana questiona a existência do ponto G

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

A velha controvérsia sobre a existência do ponto G ganhou mais um capítulo em setembro deste ano. Segundo os estudos de Helen O’Connell, professora de urologia do Royal Melbourne Hospital, na Austrália, a anatomia feminina não esconde um “ponto” secreto de prazer sexual – mas uma combinação de partes do clitóris, da uretra e da vagina, que podem estimular umas às outras durante o sexo.

Leia mais:
:: Dr. Carrion: Ponto G existe em 30% das mulheres
::Claudia Tajes: O ponto G já era

As pesquisas realizadas pela médica ao longo de sua carreira mostraram que o clitóris aparentemente compartilha a circulação sanguínea e nervosa com a uretra (canal condutor da urina) e as paredes da vagina. Dessa forma, o orgasmo provocado pelo ponto G viria, na verdade, da fricção entre essas três estruturas durante a penetração. Para indicar este movimento, a urologista cunhou um novo termo:
ao invés do “ponto G”, Helen se refere ao Complexo do Clitóris, Uretra e Vagina, ou Complexo CUV.

O ponto G foi nomeado em homenagem a Ernst Gräfenberg, fisiologista alemão que o investigou pela primeira vez. A expressão foi criada nos anos 1980 pela sexologista americana Beverly Whipple, enquanto estudava mulheres que pensavam estar urinando durante o orgasmo. Desde então, os cientistas buscam confirmar a localização desta área misteriosa – mas nunca encontraram evidências concretas de que ela exista. Em 2010, uma pesquisa conduzida com cerca de 1,800 mulheres na universidade King’s College, em Londres (Inglaterra), sugeriu inclusive que o ponto G seria fruto da imaginação das mulheres, estimulada pela mídia e por terapeutas sexuais.

Veja também em Donna:
:: Ponto G é imaginação das mulheres, diz estudo
:: Franceses estão determinados a achar o Ponto G
:: O que todo mundo quer saber sobre sexo e tem vergonha de perguntar

As últimas do Donna
Comente

Hot no Donna