Mapa do prazer: descubra os pontos mais sensíveis do seu corpo

Foto: InMagine/Free Images
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Por Stefanie Cirne, especial

À primeira vista, fazer alguém “entrar no clima” parece uma tarefa simples: basta ter contato com as partes íntimas do corpo para que o desejo desperte e flua a contento. Embora essas áreas sejam mesmo privilegiadas em matéria de sexo, o mapa do prazer pode ser muito mais rico. Isso porque as zonas erógenas – pontos que causam excitação quando estimulados – não se limitam a regiões tidas como sexuais, podendo se estender (literalmente) da cabeça aos pés.

– A pele toda é uma grande zona erógena cheia de terminações nervosas, que podem ser excitadas de diferentes maneiras – explica a ginecologista e sexóloga Carolina Ambrogini, coordenadora do Projeto Afrodite no Centro de Sexualidade Feminina da Unifesp.

Seja pelo toque direto ou pelo uso de acessórios eróticos, o contato com as zonas erógenas aciona as fantasias e provoca sensações intensas, que podem culminar no orgasmo. Tal como o próprio imaginário erótico, a sensibilidade do corpo se molda ao longo da vida sexual e pode aflorar em áreas diferentes para cada pessoa. Dessa forma, a localização destes pontos mágicos deve sempre ser explorada – inclusive porque, às vezes, pode se atualizar com a prática.

– Uma coisa complementa a outra: o aprendizado sexual fortalece a fantasia e a fantasia também leva ao aprendizado – afirma a médica e sexóloga Jaqueline Brendler, diretora da Associação Mundial para a Saúde Sexual (WAS, na sigla em inglês).

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Diferenças para eles e para elas

Além das diferenças anatômicas, a educação distinta para a sexualidade forma zonas erógenas específicas em homens e mulheres (veja mais no destaque abaixo). A médica e sexóloga Jaqueline Brendler explica que, para eles, o aprendizado sexual é basicamente centrado no pênis: portanto, quando se sentem à vontade com a parceira, muitos homens podem logo avançar para “os finalmentes”. Por outro lado, as mulheres desenvolvem uma sensibilidade mais difusa, que não se restringe ao genital – e, por isso, normalmente preferem que a sedução comece por áreas menos óbvias, como as orelhas, o pescoço e os ombros.

– Os toques fora da região genital também deixam claro que o homem quer agradá-la e está se empenhando para isso – observa Jaqueline.

Apesar dessas variações, ambos os gêneros podem se arrepiar com o estímulo de zonas mais democráticas: pescoço, costas e bumbum são alguns bons exemplos.

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Zonas erógenas femininas

  • Clitóris: com cerca de 8 mil terminações nervosas (o dobro da glande do pênis), é o principal gatilho da excitação feminina e bate todas as outras áreas em potencial erótico.
  • Vulva (parte externa da vagina)
  • Vagina: a parte anterior da vagina (próxima à bexiga) é ricamente inervada e tem contato também com a porção interna do clitóris
  • Períneo (área entre a vagina e o ânus)
  • Seios: para muitas mulheres, é a zona erógena mais sensível fora da região genital. Em 2011, pesquisadores da Universidade Rutgers (Estados Unidos) divulgaram um estudo mostrando que o estímulo dos seios ativava no cérebro a mesma área acionada por toques na vagina.
  • Orelhas
  • Pescoço, nuca e colo

Zonas erógenas masculinas

  • Pênis
  • Testículos
  • Períneo: no homem, o estímulo anal comprime o nervo pélvico e o nervo hipogástrico, situado próximo à próstata, o que potencializando a sensação de prazer
  • Bumbum
  • Mamilos

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Para ampliar seu “mapa do prazer”

Inovar e melhorar a qualidade do sexo nem sempre requer grandes artifícios. Confira dicas das especialistas para fazer do próprio corpo um estimulante poderoso:

  • Toque-se: Conhecer as suas zonas erógenas exigirá que você (ou outra pessoa) coloque a mão na massa. Aproveite a deixa para incrementar a masturbação e o sexo.
    – A sexualidade é muito despertada pelos sentidos – lembra a ginecologista e sexóloga Carolina Ambrogini. – A mulher pode experimentar uma massagem com óleos que tenham perfume, textura, que esquentem ou esfriem, por exemplo.
  • Invista nas preliminares: estendendo o jogo erótico antes da penetração, o casal tem mais tempo para explorar o corpo um do outro, aumentando a intimidade e as chances de boas descobertas acontecerem.
  • Seja curiosa: ainda que a masturbação seja um ótimo exercício para explorar a sensibilidade, Carolina acredita que descobrir o corpo a dois seja ainda melhor e mais surpreendente. Mas para tanto, é necessário deixar os pudores do lado de fora do quarto.
    – A região perianal, por exemplo, é uma zona erógena importante, mas só se não houver receio de explorá-la por causa de julgamentos ou tabus – pondera a ginecologista.
  • Mais é sempre mais: o segredo para aproveitar ao máximo o potencial das zonas erógenas é combinar simultaneamente estímulos de diferentes áreas. Estimular o clitóris durante a penetração, por exemplo, pode intensificar a experiência e facilitar o orgasmo.
  • Guie a “caça ao tesouro”: se você já conhece os pontos mágicos do seu corpo, pode ensiná-los ao parceiro ou à parceira. Diga onde e como mais gosta de ser tocada; conduza a mão do outro até as suas áreas mais sensíveis ou mude de posição para estimulá-las.
    – A comunicação também passa por uma mulher com boa autoestima, que demonstra mais confiança na hora do sexo – observa Jaqueline.
    A sexóloga recomenda apenas que a instrução seja feita por meio de sugestões e elogios, para evitar desentendimentos. As “coordenadas” também podem ser repassadas em outra ocasião, para não cortar o clima na hora H.

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